SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2018
Chega ao ambulatório uma criança de 3 anos e 6 meses de idade, previamente saudável, apresentando quadro agudo de febre, tosse e taquidispneia. Na avaliação clínica, o médico detecta: frequência respiratória de 52 respirações por minuto, tiragem subcostal, recusa de tomar líquidos, sonolência excessiva, batimento de asa do nariz. Segundo critérios da Organização Mundial da Saúde, qual a principal hipótese diagnóstica?
Criança com febre, tosse, taquidispneia + sonolência, recusa líquidos, tiragem, batimento asa nariz → Pneumonia Muito Grave (OMS).
A OMS estabelece critérios claros para classificar a gravidade da pneumonia em crianças. A presença de sinais como sonolência, recusa alimentar/líquidos, tiragem subcostal e batimento de asa do nariz, além de taquipneia, indica pneumonia muito grave, exigindo internação e tratamento imediato.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos globalmente. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é crucial para um manejo adequado e para reduzir desfechos desfavoráveis. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece diretrizes claras para a classificação e tratamento das infecções respiratórias agudas em crianças, visando padronizar a abordagem e facilitar a triagem em diferentes níveis de atenção. Os critérios da OMS para pneumonia muito grave incluem a presença de qualquer sinal de perigo geral (como sonolência, recusa alimentar, convulsões, vômitos persistentes) ou sinais respiratórios graves (como estridor em repouso, cianose, tiragem subcostal grave). A taquipneia é um sinal importante, mas a presença de outros sinais de perigo eleva a classificação para 'muito grave', independentemente da contagem da frequência respiratória isolada. O manejo da pneumonia muito grave requer internação hospitalar, oxigenoterapia (se SpO2 < 90%), antibioticoterapia parenteral (geralmente ampicilina ou penicilina cristalina, com gentamicina em casos mais graves), suporte hidroeletrolítico e nutricional. A identificação rápida e a intervenção apropriada são pilares para melhorar o prognóstico dessas crianças.
Os sinais de perigo incluem incapacidade de beber ou mamar, vômitos persistentes, convulsões, letargia ou inconsciência, estridor em repouso e desnutrição grave. No caso, sonolência e recusa de líquidos são cruciais.
Para crianças de 12 meses a 5 anos, a taquipneia é definida por uma frequência respiratória ≥ 40 respirações por minuto. No caso, 52 rpm é claramente taquipneia.
A conduta inicial é a internação hospitalar imediata, oxigenoterapia se necessário, antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, hidratação e suporte nutricional, além de monitoramento contínuo.
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