HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2018
Um lactente de 6 meses foi atendido no pronto socorro com história de febre, coriza e tosse há 7 dias, tendo sido feito diagnóstico de pneumonia e medicado com amoxicilina. Após 48 horas, na revisão agendada, não apresentou melhora e foi encaminhado para internação. Exame físico: regular estado geral, acianótico, dispneico, FR = 52irpm e com tiragem subcostal. Radiografia de tórax: condensação em base de lobo inferior direito e derrame pleural à direita. O agente etiológico mais provável é
Pneumonia bacteriana em lactente com derrame pleural e falha à amoxicilina → S. pneumoniae resistente ou complicação.
Em lactentes, o Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais comum de pneumonia bacteriana, especialmente em casos complicados com derrame pleural e falha terapêutica inicial com amoxicilina, sugerindo resistência ou gravidade. A persistência dos sintomas e o achado radiológico de derrame pleural indicam a necessidade de reavaliação e possível internação.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em lactentes é uma causa significativa de morbimortalidade pediátrica. O diagnóstico precoce e a identificação do agente etiológico são cruciais para um manejo adequado. Em crianças menores de 5 anos, o Streptococcus pneumoniae é o patógeno bacteriano mais comum, responsável por uma parcela considerável dos casos de PAC, incluindo aqueles que evoluem com complicações como o derrame pleural. A apresentação clínica de febre, tosse e dispneia, associada a achados radiográficos de condensação e derrame pleural, sugere fortemente uma etiologia bacteriana. A falha terapêutica com amoxicilina após 48 horas, especialmente na presença de derrame pleural, levanta a suspeita de um patógeno resistente ou de uma infecção mais grave, necessitando de internação e, frequentemente, de antibióticos intravenosos de espectro mais amplo. O manejo da pneumonia complicada com derrame pleural envolve não apenas a antibioticoterapia adequada, mas também a avaliação da necessidade de drenagem do líquido pleural, especialmente se houver sinais de empiema. A vacinação contra o pneumococo tem reduzido a incidência de doenças invasivas, mas o S. pneumoniae continua sendo um desafio importante na prática pediátrica.
Sinais de alerta incluem taquipneia, tiragem subcostal, gemência, cianose, recusa alimentar e letargia. A presença de derrame pleural indica complicação e maior gravidade.
A falha terapêutica inicial com amoxicilina requer reavaliação clínica e radiológica, considerando internação, troca para antibiótico de amplo espectro (ex: ceftriaxona) e investigação de complicações como derrame pleural ou empiema.
O S. pneumoniae pode causar derrame pleural parapneumônico através da inflamação da pleura adjacente ao foco pneumônico. Em alguns casos, pode evoluir para empiema, com acúmulo de pus no espaço pleural.
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