HIVS - Hospital Infantil Varela Santiago (RN) — Prova 2016
Lactente de 6 meses foi atendido no pronto-socorro com história de febre, coriza e tosse há 7 dias, tendo sido feito diagnóstico de pneumonia e medicada com amoxicilina. Após 48 hs, na revisão agendada, não apresentou melhora e foi encaminhada para internação. Exame físico: EGR, acianótica, dispneica, FR= 52 ipm com tiragem subcostal. O Rx Tórax revela condensação na base do lobo inferior direito e derrame pleural á esquerda. O agente etiológico mais provável é:
Lactente com pneumonia e derrame pleural, sem melhora com amoxicilina → suspeitar de *Streptococcus pneumoniae* resistente ou virulento.
Em lactentes, *Streptococcus pneumoniae* é o principal agente etiológico de pneumonia bacteriana comunitária, especialmente quando há complicações como derrame pleural ou falha terapêutica inicial. A vacinação reduziu a incidência, mas cepas virulentas ou resistentes ainda são importantes.
A pneumonia em lactentes é uma condição grave e uma das principais causas de morbimortalidade infantil globalmente. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para um bom prognóstico. A etiologia da pneumonia pediátrica varia com a idade, mas em lactentes, os agentes bacterianos, especialmente o *Streptococcus pneumoniae*, desempenham um papel significativo, particularmente em casos mais complicados. O quadro clínico de febre, coriza e tosse, seguido por dispneia e tiragem subcostal, é sugestivo de pneumonia. A falha terapêutica com amoxicilina após 48 horas, juntamente com achados radiológicos de condensação e derrame pleural, aponta para uma etiologia bacteriana mais agressiva ou resistente. Nesse cenário, o *Streptococcus pneumoniae* é o agente etiológico mais provável, mesmo em crianças vacinadas, pois a vacina não cobre todos os sorotipos e a bactéria ainda pode causar infecções graves. Para residentes, é fundamental reconhecer os sinais de gravidade e as complicações da pneumonia, como o derrame pleural. A presença de derrame pleural indica a necessidade de internação e, muitas vezes, de uma abordagem terapêutica mais intensiva, incluindo antibióticos de maior espectro e, possivelmente, drenagem do líquido pleural. O conhecimento dos agentes etiológicos mais prováveis e dos fatores de risco para complicações é essencial para guiar a escolha do tratamento e melhorar os desfechos clínicos.
Em lactentes, os principais agentes etiológicos da pneumonia variam com a idade. Para pneumonia bacteriana comunitária, *Streptococcus pneumoniae* é o mais comum, seguido por *Haemophilus influenzae* não tipável. Vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e adenovírus também são causas frequentes, especialmente em casos mais leves.
Deve-se suspeitar de *Streptococcus pneumoniae* em pneumonia pediátrica quando há quadro clínico de início agudo, febre alta, taquipneia, e achados radiológicos de condensação lobar. A presença de complicações como derrame pleural, empiema ou necrose pulmonar, ou a falha terapêutica com antibióticos de primeira linha, reforça essa suspeita.
A conduta inicial para um lactente com pneumonia e derrame pleural inclui internação hospitalar, oxigenoterapia se necessário, e antibioticoterapia empírica de amplo espectro, que cubra *Streptococcus pneumoniae* e outros patógenos comuns. A drenagem do derrame pleural (toracocentese ou drenagem torácica) pode ser indicada dependendo do volume e características do líquido pleural.
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