CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2019
Criança com 45 dias de vida, com quadro de febre e tosse há dois dias. Ao exame, apresenta-se apática, T = 38,5 °C, peso = 2,800 g, tiragem subcostal, FR = 68/min, estertores subcrepitantes bilaterais, e restante do exame sem alterações relevantes. Para esse caso, qual das alternativas abaixo é CORRETA?
Lactente < 2 meses com febre + desconforto respiratório (tiragem, taquipneia) → internação hospitalar para pneumonia.
Em lactentes jovens, especialmente menores de 2 meses, a presença de febre e sinais de desconforto respiratório como tiragem subcostal e taquipneia (FR > 60 irpm) são indicativos de gravidade e exigem internação hospitalar para investigação e tratamento de pneumonia, devido ao risco de rápida deterioração e agentes etiológicos específicos.
A pneumonia em lactentes, especialmente nos primeiros dois meses de vida, é uma condição grave que exige atenção imediata. A epidemiologia nessa faixa etária difere da de crianças maiores, com agentes etiológicos como Streptococcus agalactiae, Escherichia coli e Listeria monocytogenes no período neonatal, e Chlamydia trachomatis, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e outros vírus respiratórios em lactentes mais velhos, mas ainda jovens. A alta morbimortalidade justifica a abordagem cautelosa. O diagnóstico clínico baseia-se em sinais de desconforto respiratório e febre. Sinais como taquipneia (FR > 60 irpm em < 2 meses), tiragem subcostal, gemência e cianose são indicativos de gravidade. A ausculta pulmonar pode revelar estertores, mas a ausência deles não exclui o diagnóstico. A prostração e a recusa alimentar também são sinais de alerta importantes. A conduta para lactentes menores de 2 meses com suspeita de pneumonia e sinais de gravidade é a internação hospitalar. O tratamento empírico geralmente envolve antibioticoterapia intravenosa, cobrindo os agentes mais prováveis. A monitorização contínua dos parâmetros vitais e o suporte respiratório, se necessário, são cruciais para um bom prognóstico.
Sinais de alerta incluem febre, taquipneia (FR > 60 irpm em < 2 meses), tiragem subcostal, gemência, cianose, prostração e recusa alimentar.
Lactentes menores de 2 meses têm um sistema imunológico imaturo e maior risco de rápida progressão da doença, sepse e complicações, necessitando de monitoramento e tratamento intravenoso.
Em lactentes de 0 a 2 meses, uma frequência respiratória maior ou igual a 60 irpm é considerada taquipneia, um importante sinal de alerta para doença respiratória.
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