UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
Lactente de 55 dias de vida é trazido ao ambulatório com história de tosse, febre e dificuldade de respirar há dois dias. Sua mãe utilizou antitérmico e xarope antitussígeno sem melhora. Ao exame esta hipoativo, recusando a dieta, temperatura axilar de 37,5°C, corado, hidratado, frequência respiratória = 65 irpm, com esforço respiratório. Indique a melhor conduta para o paciente.
Lactente < 2 meses com FR > 60, esforço respiratório, hipoatividade → Sinais de gravidade = Internação + ATB parenteral.
Lactentes menores de 2 meses com sinais de gravidade como taquipneia (>60 irpm), esforço respiratório, hipoatividade e recusa alimentar, mesmo sem febre alta, devem ser internados para investigação e tratamento com antimicrobiano parenteral devido ao alto risco de sepse e rápida progressão da doença.
A avaliação de um lactente jovem com sintomas respiratórios é um desafio clínico importante, especialmente devido à imaturidade do sistema imunológico e à rápida progressão das doenças nesta faixa etária. O caso descrito apresenta um lactente de 55 dias (menos de 2 meses) com tosse, febre baixa, dificuldade respiratória, hipoatividade e recusa alimentar, além de taquipneia (FR=65 irpm) e esforço respiratório. Estes são sinais claros de gravidade. Em lactentes menores de 2-3 meses, qualquer sinal de desconforto respiratório, taquipneia (FR > 60 irpm), hipoatividade, recusa alimentar ou febre (mesmo baixa) deve ser considerado um alerta máximo. A pneumonia nesta faixa etária pode ser causada por diversos patógenos, incluindo bactérias como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus, além de vírus como o VSR. A distinção etiológica inicial pode ser difícil, e o risco de sepse é elevado. Diante de um quadro de infecção respiratória com sinais de gravidade em um lactente menor de 2 meses, a conduta mais adequada é a internação hospitalar com início de antibioticoterapia parenteral de amplo espectro. Isso permite monitoramento contínuo, suporte respiratório e hidratação, além de garantir a cobertura contra os principais agentes bacterianos. O tratamento ambulatorial ou com penicilina benzatina (que não cobre os patógenos mais comuns para essa idade e gravidade) seria inadequado e perigoso.
Sinais de gravidade em lactentes incluem taquipneia (FR > 60 irpm para < 2 meses), esforço respiratório (tiragem, batimento de asa de nariz), hipoatividade, recusa alimentar, cianose, gemência e apneia. A presença de qualquer um desses indica necessidade de internação.
Lactentes menores de 2 meses têm um sistema imunológico imaturo e maior risco de rápida progressão para sepse e complicações graves. A internação permite monitoramento rigoroso e o antimicrobiano parenteral garante biodisponibilidade e eficácia rápidas contra patógenos comuns como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e bactérias atípicas.
Em lactentes menores de 2 meses, os principais agentes etiológicos incluem bactérias como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b, Staphylococcus aureus e bactérias entéricas (em neonatos). Vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também são comuns, mas a cobertura antibiótica é crucial devido ao risco bacteriano.
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