UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 35 anos, com diagnóstico prévio de artrite reumatoide, inicia quadro insidioso de tosse seca e fadiga. Exame físico: estertores em velcro bibasais. Tomografia computadorizada (TC) do tórax: fibrose com faveolamento e bronquiectasias de tração, principalmente em bases. A principal hipótese diagnóstica é pneumonia intersticial:
AR + tosse seca + estertores velcro + TC fibrose/faveolamento basal = Pneumonia Intersticial Usual (PIU).
A Pneumonia Intersticial Usual (PIU) é a forma mais comum e grave de doença pulmonar intersticial associada à artrite reumatoide, caracterizada por fibrose progressiva, faveolamento e bronquiectasias de tração, predominantemente em bases pulmonares.
A doença pulmonar intersticial (DPI) é uma manifestação extra-articular comum e grave da artrite reumatoide (AR), afetando significativamente a morbimortalidade dos pacientes. A Pneumonia Intersticial Usual (PIU) é o padrão histopatológico mais frequente e de pior prognóstico, caracterizado por fibrose progressiva e destruição arquitetural pulmonar. O diagnóstico da DPI associada à AR baseia-se na história clínica de tosse seca e dispneia, exame físico com estertores em velcro e, crucialmente, achados tomográficos. A TCAR do tórax revela o padrão de fibrose, faveolamento e bronquiectasias de tração, especialmente nas bases pulmonares, que são patognomônicos da PIU. A biópsia pulmonar pode confirmar o diagnóstico, mas é reservada para casos selecionados. O manejo da DPI na AR é complexo, envolvendo imunossupressores e, mais recentemente, agentes antifibróticos. Residentes devem estar atentos à triagem e ao acompanhamento desses pacientes, pois o reconhecimento precoce e a intervenção terapêutica adequada são essenciais para tentar modular o curso da doença e preservar a função pulmonar.
Pacientes com doença pulmonar intersticial associada à artrite reumatoide frequentemente apresentam tosse seca crônica, dispneia progressiva e estertores crepitantes ('em velcro') nas bases pulmonares ao exame físico.
A tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) do tórax é crucial, revelando padrões de fibrose, faveolamento, bronquiectasias de tração e espessamento septal, predominantemente subpleural e basal, característicos da Pneumonia Intersticial Usual (PIU).
O diagnóstico precoce da PIU é vital devido ao seu prognóstico desfavorável e à progressão da fibrose. Permite a instituição de terapias imunossupressoras e antifibróticas que podem retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.
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