UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Sobre as características das pneumonias na infância, as etiologias e as faixas etárias em que ocorrem, relacione a coluna de cima com a de baixo.(I) Período neonatal. (II) Importante nas pneumonias intra- hospitalares.(III) Importante em crianças com mais de 4 a 5 anos de idade.(IV) Pneumonia bacteriana associada à corioamnionite.(V) A vacinação causou queda importante na sua frequência.(A) Haemophilus influenzae tipo b.(B) Enterobactérias gram-negativas ou Streptococcus agalactiae.(C) Diferentemente de todas as outras faixas etárias, as bactérias representam a principal causa de pneumonia nesse grupo.(D) Staphylococcus aureus.(E) Mycoplasma pneumoniae.Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Pneumonia infantil: Neonatal (bactérias, corioamnionite), Intra-hospitalar (S. aureus), > 4-5 anos (Mycoplasma), Vacinação ↓ (H. influenzae tipo b).
As etiologias das pneumonias na infância variam significativamente com a faixa etária. No período neonatal, bactérias como Enterobactérias e S. agalactiae são predominantes, muitas vezes associadas à corioamnionite. Em crianças maiores, Mycoplasma pneumoniae é comum, enquanto S. aureus é importante em infecções nosocomiais. A vacinação reduziu drasticamente a incidência de pneumonia por H. influenzae tipo b.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças globalmente, e sua etiologia varia significativamente com a idade do paciente. Compreender essas variações é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados. No período neonatal, as pneumonias são predominantemente bacterianas, muitas vezes adquiridas verticalmente, com agentes como Enterobactérias gram-negativas e Streptococcus agalactiae sendo os mais comuns, frequentemente associados a fatores de risco maternos como corioamnionite. À medida que a criança cresce, o espectro etiológico muda. Em lactentes e pré-escolares, vírus são a causa mais frequente, mas bactérias como Streptococcus pneumoniae ainda são importantes. Em crianças maiores, acima de 4-5 anos, patógenos atípicos como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae tornam-se mais prevalentes, causando quadros com sintomas mais insidiosos. As pneumonias intra-hospitalares, por sua vez, têm um perfil etiológico distinto, com Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) e bactérias gram-negativas multirresistentes sendo preocupações significativas. A vacinação teve um impacto revolucionário na prevenção da pneumonia. A vacina contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e as vacinas pneumocócicas conjugadas reduziram drasticamente a incidência de pneumonias invasivas por esses patógenos, mudando o cenário epidemiológico e a abordagem empírica inicial. O prognóstico e a escolha do tratamento antibiótico empírico dependem diretamente da suspeita etiológica baseada na idade, fatores de risco e contexto clínico.
No período neonatal, os principais agentes etiológicos da pneumonia são bactérias como Enterobactérias gram-negativas (ex: E. coli) e Streptococcus agalactiae (Estreptococo do Grupo B), frequentemente associadas à transmissão vertical.
O Mycoplasma pneumoniae é uma causa comum de pneumonia em crianças com mais de 4 a 5 anos de idade e adolescentes, sendo responsável por quadros atípicos, com sintomas menos exuberantes e radiografia com infiltrados intersticiais.
A vacinação, especialmente contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e Streptococcus pneumoniae (pneumococo), causou uma queda importante na frequência de pneumonias bacterianas graves por esses agentes, alterando o perfil epidemiológico da doença na infância.
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