UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2016
Em relação às pneumonias na infância, assinale a afirmativa CORRETA.
Broncoespasmo em pneumonia pediátrica: resposta limitada a beta-2-agonistas, foco no tratamento da inflamação subjacente.
Em pneumonias pediátricas, o broncoespasmo é frequentemente um componente inflamatório e edematoso das vias aéreas, e não uma hiperreatividade brônquica primária. Por isso, a resposta aos broncodilatadores (beta-2-agonistas) é geralmente insatisfatória, e o tratamento deve focar na etiologia infecciosa e na redução da inflamação.
A pneumonia na infância é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças globalmente, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico para residentes. A etiologia varia conforme a faixa etária, com vírus sendo os agentes mais comuns em lactentes e pré-escolares, e Streptococcus pneumoniae como a bactéria mais frequente. Em escolares e adolescentes, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae ganham relevância. Um ponto crucial é a abordagem do broncoespasmo associado à pneumonia. Diferentemente da asma, onde há hiperreatividade brônquica, na pneumonia o broncoespasmo é frequentemente resultado da inflamação e edema da mucosa brônquica induzidos pela infecção. Consequentemente, a resposta à terapêutica broncodilatadora (beta-2-agonistas de curta duração) é geralmente pobre ou ausente, e o foco deve ser no tratamento da infecção subjacente e na redução da inflamação. O tratamento empírico da pneumonia bacteriana em crianças geralmente envolve amoxicilina. A resistência do Streptococcus pneumoniae à penicilina é uma preocupação, mas a maioria das cepas ainda responde bem à penicilina ou amoxicilina em doses elevadas. A cobertura vacinal, especialmente contra pneumococo e vírus respiratórios, tem um impacto significativo na epidemiologia da pneumonia infantil.
Broncodilatadores têm papel limitado no tratamento da pneumonia infantil, pois o broncoespasmo associado é geralmente secundário à inflamação e edema, com pouca resposta a beta-2-agonistas. O foco é no tratamento da infecção.
Em pré-escolares, os agentes virais são os mais comuns. Entre os bacterianos, Streptococcus pneumoniae é o principal, enquanto Mycoplasma pneumoniae é mais frequente em escolares e adolescentes.
Mycoplasma pneumoniae deve ser considerado em crianças em idade escolar e adolescentes com pneumonia atípica, que pode apresentar tosse persistente, febre baixa e infiltrados pulmonares variados.
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