UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Criança de 1ano da entrada no pronto socorro com quadro de tosse, febre e cansaço com evolução de 3 dias, sua mãe diz que não se lembra de contato com pessoas doentes e que não viajaram recentemente. Ao exame: FR: 35ipm FC: 115bpm TAx: 39⁰C Normocorada, adinâmica, apresentando batimento de asa de nariz e retração subcostalAusculta com MV abolido em base esquerda, roncos e estertoração crepitantes difusos, sem outras alterações ao exame físico.Qual a conduta mais apropriada?
Criança 1a com FR 35, TAx 39, batimento asa de nariz, retração subcostal, MV abolido → Pneumonia grave, internação, Penicilina cristalina IV.
A criança apresenta sinais de gravidade como taquipneia (FR > 30 ipm para >1 ano), febre alta, batimento de asa de nariz, retração subcostal e macicez/MV abolido em base esquerda, indicando pneumonia grave. A conduta é internação hospitalar e antibioticoterapia endovenosa empírica, sendo a penicilina cristalina uma escolha adequada para cobertura de Streptococcus pneumoniae.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente nos primeiros anos de vida. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para um bom prognóstico. A questão apresenta um cenário clássico de pneumonia grave em uma criança de 1 ano, com sinais de desconforto respiratório importante como taquipneia (FR: 35ipm, acima do limite para essa idade que é 40ipm, mas os outros sinais são claros), batimento de asa de nariz e retração subcostal. A febre alta e a ausculta com MV abolido em base esquerda, roncos e estertores crepitantes difusos reforçam a gravidade e a provável etiologia bacteriana. Os sinais de gravidade em pneumonia pediátrica são determinantes para a decisão de internação e escolha da via de administração do antibiótico. Taquipneia, tiragem subcostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, prostração, recusa alimentar e alterações da consciência são indicativos de doença grave. Nesses casos, o tratamento domiciliar é contraindicado. A etiologia mais comum da pneumonia bacteriana em crianças é o Streptococcus pneumoniae, para o qual a penicilina cristalina (ou ampicilina) endovenosa é o tratamento de escolha empírico. Para as provas de residência, é fundamental saber classificar a pneumonia pediátrica (leve, moderada, grave) e identificar os critérios de internação. A escolha do antibiótico e a via de administração dependem dessa classificação. A amoxicilina oral é reservada para casos leves a moderados sem sinais de gravidade. A conduta apresentada na alternativa C (internação e penicilina cristalina EV) é a mais apropriada diante do quadro clínico da criança, visando evitar complicações e garantir a recuperação.
Os principais sinais de gravidade incluem taquipneia (FR > 60 < 2m; > 50 2m-1a; > 40 >1a), tiragem subcostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, prostração, recusa alimentar e alterações da consciência. A presença de qualquer um desses indica necessidade de internação.
A conduta inicial para pneumonia grave em crianças é a internação hospitalar, suporte de oxigênio se necessário, hidratação e antibioticoterapia endovenosa empírica. A penicilina cristalina ou ampicilina são as escolhas de primeira linha para cobertura de Streptococcus pneumoniae.
A amoxicilina oral é indicada para pneumonia sem sinais de gravidade em crianças, ou seja, aquelas que apresentam apenas tosse e taquipneia, mas sem desconforto respiratório significativo, prostração ou outros sinais de alarme.
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