HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Menina, 3 anos de idade, levada ao pronto atendimento com relato de febre, tosse e inapetência há 5 dias. Ao exame clínico, encontra-se em estado geral regular, hipoativa, acianótica, descorada 1+/4+, temperatura axilar 37,0°C, frequência cardíaca de 135 batimentos por minuto, frequência respiratória de 55 incursões por minuto e saturação de oxigênio 91% em ar ambiente. Exame pulmonar com presença de tiragem subcostal moderada e ausculta evidenciando estertores crepitantes em 1/3 superior do hemitórax direito, com redução do murmúrio ipsilateral nos 2/3 inferiores, aumento do frêmito toracovocal e macicez à percussão desta região. Com base no diagnóstico da paciente, qual é a conduta a seguir?
Criança com pneumonia grave (FR↑, SatO2↓, tiragem) + sinais de derrame pleural (macicez, MV↓) → Internar, RX, hemocultura, ATB (Ampicilina).
A paciente apresenta sinais de pneumonia grave (taquipneia, SatO2 baixa, tiragem) e achados no exame físico sugestivos de derrame pleural ou consolidação extensa (macicez, redução de murmúrio, aumento de frêmito). Nesses casos, a internação hospitalar é mandatória, com investigação complementar (RX de tórax, hemocultura) e início imediato de antibioticoterapia empírica, sendo a ampicilina uma boa escolha para cobertura de patógenos comuns em crianças.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais. A apresentação clínica pode variar, mas a presença de febre, tosse e desconforto respiratório são indicativos. Em crianças, a avaliação da gravidade é fundamental para decidir sobre a internação hospitalar. Sinais de gravidade incluem taquipneia (frequência respiratória elevada para a idade), tiragem subcostal ou intercostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose e saturação de oxigênio abaixo de 92%. No caso apresentado, a paciente exibe vários desses sinais, além de achados no exame pulmonar (macicez, redução de murmúrio, aumento de frêmito) que sugerem uma consolidação extensa ou a presença de derrame pleural, uma complicação que agrava o quadro. A conduta para pneumonia grave em crianças inclui internação hospitalar, oxigenoterapia se necessário, hidratação, e antibioticoterapia empírica imediata. A ampicilina é uma escolha comum e eficaz para cobrir os patógenos bacterianos mais prevalentes, como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. A realização de radiografia de tórax e hemocultura é importante para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da doença e guiar o tratamento, respectivamente.
Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada para a idade, tiragem subcostal ou intercostal, batimento de asa de nariz, cianose, SatO2 < 92% em ar ambiente, gemência, recusa alimentar, letargia, convulsões e desidratação. A presença de qualquer um desses sinais justifica a internação.
O derrame pleural pode ser sugerido por macicez à percussão, redução ou abolição do murmúrio vesicular na área afetada, diminuição da expansibilidade torácica e, em alguns casos, aumento do frêmito toracovocal acima do derrame ou ausência sobre ele. A dor pleurítica também pode estar presente.
Para pneumonia grave em crianças internadas, a antibioticoterapia empírica inicial geralmente inclui ampicilina ou penicilina cristalina, que cobrem os principais patógenos bacterianos como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Em casos de suspeita de Staphylococcus aureus ou em regiões com alta resistência, pode-se considerar a adição de clindamicina ou oxacilina.
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