UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Lactente de 12 meses de idade, sexo feminino apresenta quadro de tosse, vômitos, febre, coriza e anorexia há 5 dias. Há dois dias evoluiu com piora da febre, está mais “caidinha” e apresenta “canseira” no peito.Exame Físico: Regular estado geral, afebril, prostrada, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e sub-diafragmática, gemente. Frequência Cardíaca = 144 batimentos por minuto, Frequência Respiratória = 60 movimentos por minuto, Saturação de oxigênio (oxímetro de pulso) 90% em ar ambiente.Regular estado geral, à ausculta pulmonar, murmúrio vesicular presente com estertores crepitantes em base direita.
Lactente com FR >60, BAN, tiragem, gemência, SatO2 <92% e crepitantes → Pneumonia grave; iniciar O2 e suporte.
O quadro de um lactente de 12 meses com pródromos virais, piora do estado geral, desconforto respiratório (taquipneia, batimento de asa de nariz, tiragem, gemência), hipoxemia (SatO2 90%) e estertores crepitantes é altamente sugestivo de pneumonia grave. A conduta inicial deve focar na estabilização respiratória e oxigenação.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos, especialmente em lactentes. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar o prognóstico. A apresentação clínica pode variar, mas a presença de pródromos virais seguidos por piora do estado geral, febre e sinais de desconforto respiratório deve levantar a suspeita. A fisiopatologia envolve a inflamação do parênquima pulmonar, geralmente por agentes virais ou bacterianos, levando à consolidação e comprometimento da troca gasosa. A avaliação do desconforto respiratório em lactentes requer atenção a sinais como taquipneia, batimento de asa de nariz, tiragem e gemência, que indicam aumento do esforço respiratório. A hipoxemia, medida pela saturação de oxigênio, é um marcador de gravidade. O manejo inicial de um lactente com pneumonia grave inclui a oferta de oxigênio suplementar para corrigir a hipoxemia, hidratação adequada e antibioticoterapia empírica precoce, geralmente com cobertura para os patógenos mais comuns na faixa etária. A internação hospitalar é indicada para casos graves, com monitoramento contínuo e suporte respiratório, se necessário.
Os sinais incluem taquipneia (FR > 60 irpm para lactentes), batimento de asa de nariz, tiragem subcostal, intercostal ou supraclavicular, gemência, cianose e SatO2 < 92% em ar ambiente.
A conduta inicial é estabilizar o paciente, oferecer oxigenoterapia para manter SatO2 > 92%, garantir vias aéreas pérvias, avaliar hidratação e iniciar antibioticoterapia empírica após coleta de exames.
Radiografia de tórax é fundamental para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão. Hemograma, PCR e hemocultura podem ser úteis para avaliar a gravidade e identificar o agente etiológico, embora o tratamento empírico seja comum.
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