IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2019
Um lactente com 1 mês e meio de vida foi atendido com quadro de febre há 3 dias, tosse produtiva e coriza. Ao exame físico, verificam-se FR = 66irpm, FR = 124bpm, Tax = 38°C, tiragem intercostal e ausculta pulmonar com roncos difusos. Com base no caso, assinale a assertiva correta quanto ao diagnóstico e à conduta:
Lactente < 2 meses com FR > 60, tiragem, febre → Pneumonia grave = Internação hospitalar.
Um lactente de 1 mês e meio com febre, tosse, coriza, taquipneia (FR=66irpm > 60 para essa idade), e tiragem intercostal apresenta sinais de desconforto respiratório significativo. Esses achados, especialmente a taquipneia e tiragem em um lactente jovem, configuram um quadro de pneumonia grave, que exige internação hospitalar para monitorização e tratamento adequado, geralmente com antibioticoterapia parenteral.
Infecções respiratórias agudas são uma das principais causas de morbimortalidade em lactentes, e a pneumonia é particularmente preocupante nessa faixa etária devido à rápida progressão da doença e à imaturidade do sistema imunológico. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é fundamental para um desfecho favorável. Lactentes, especialmente aqueles com menos de 2 meses, são considerados de alto risco para complicações. O quadro clínico de um lactente com febre, tosse produtiva e coriza, associado a taquipneia (FR = 66 irpm para 1 mês e meio, onde o limite é 60 irpm) e tiragem intercostal, aponta para um diagnóstico de pneumonia grave. A presença de tiragens indica um esforço respiratório significativo, e a taquipneia é um dos critérios mais sensíveis para pneumonia em crianças. A ausculta com roncos difusos pode ser compatível com secreção nas vias aéreas ou envolvimento pulmonar mais extenso. Diante de um quadro de pneumonia grave em lactente, a conduta mais adequada é a internação hospitalar. Isso permite monitorização contínua da saturação de oxigênio, frequência respiratória e cardíaca, além da administração de oxigenoterapia, hidratação e antibioticoterapia parenteral, se indicada. O tratamento ambulatorial seria inadequado e perigoso para um lactente com esses sinais de gravidade, que tem alto risco de desenvolver insuficiência respiratória ou sepse.
Os critérios de taquipneia variam com a idade: para lactentes de 0 a 2 meses, uma frequência respiratória (FR) ≥ 60 irpm é considerada taquipneia. De 2 a 12 meses, FR ≥ 50 irpm. De 1 a 5 anos, FR ≥ 40 irpm. No caso, FR de 66 irpm em um lactente de 1 mês e meio indica taquipneia grave.
Sinais de desconforto respiratório que indicam pneumonia grave incluem taquipneia, tiragens (subcostal, intercostal, supraclavicular), batimento de asas nasais, gemência, cianose, SatO₂ < 92%, letargia, recusa alimentar e irritabilidade. A presença de tiragens e taquipneia em um lactente jovem é um forte indicador de gravidade.
O diagnóstico diferencial inclui resfriado comum, bronquiolite, pneumonia, coqueluche e laringite. A bronquiolite é comum em lactentes, mas geralmente se manifesta com sibilância e crepitações finas, enquanto a pneumonia grave apresenta taquipneia e tiragens mais proeminentes, com roncos ou estertores localizados ou difusos, e maior risco de sepse em neonatos e lactentes jovens.
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