INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Uma paciente de 25 anos de idade, com história obstétrica gesta = 1, para = 0, aborto = 0, com 28 semanas de idade gestacional, foi atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo que há 2 dias está gripada e fez uso de medicação sintomática. Resolveu vir ao posto de saúde porque está tossindo muito. Ao ser realizado o exame físico, constatou-se: temperatura axilar = 38,1ºC, frequência respiratória = 30 irpm, pressão arterial = 80 x 60 mmHg, normohidratada. Qual é a abordagem adequada para o caso?
Gestante com hipotensão (PA < 90/60) + Taquipneia → Internação imediata + Investigação de sepse.
A instabilidade hemodinâmica e a taquipneia em gestantes com sintomas respiratórios são sinais de alerta vermelho, exigindo suporte hospitalar imediato para prevenir morbidade materno-fetal.
A pneumonia é a causa não obstétrica mais comum de morte materna por infecção. As alterações fisiológicas da gravidez, como a elevação do diafragma e o aumento do consumo de oxigênio, fazem com que as gestantes tolerem mal insultos pulmonares. A presença de taquipneia (30 irpm) e hipotensão (80x60 mmHg) em uma paciente com quadro febril respiratório preenche critérios para pneumonia grave e possível choque séptico. A internação é mandatória para monitorização contínua da mãe e do feto, realização de exames de imagem (radiografia de tórax com proteção abdominal é segura e necessária) e suporte intensivo. O atraso no tratamento está associado a parto prematuro, baixo peso ao nascer e alta mortalidade materna.
Os principais sinais de gravidade incluem frequência respiratória ≥ 30 irpm, pressão arterial sistólica < 90 mmHg (ou queda significativa da linha de base), alteração do estado mental, hipoxemia (SatO2 < 95%) e febre persistente. Na gestação, a reserva funcional respiratória é reduzida, tornando a descompensação mais rápida.
A gestante mantém o débito cardíaco e a perfusão placentária através de mecanismos compensatórios. Quando a pressão arterial cai para níveis como 80x60 mmHg, isso indica falha desses mecanismos e risco iminente de hipóxia fetal e sofrimento fetal agudo, além de falência orgânica materna.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica imediata em ambiente hospitalar, com reposição volêmica cautelosa, oxigenoterapia para manter SatO2 adequada, coleta de culturas e início precoce de antibioticoterapia empírica de amplo espectro que cubra patógenos comunitários típicos e atípicos.
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