Pneumonia Grave em Crianças: Critérios e Tratamento Hospitalar

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Criança de 18 meses iniciou com quadro de infecção de vias aéreas superiores há 1 semana e há 2 dias vem com febre maior que 39 graus, tosse produtiva, FR 65 mpm, tiragem intercostal, dor abdominal e gemência; ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base direita. Não há radiografias e nem exames complementares disponíveis com saturação de oxigênio 92% em ar ambiente. Para este caso, a conduta adequada deve ser:

Alternativas

  1. A) iniciar tratamento com amoxacilina na dose 50 mg/kg/dia de 8/8 horas por 7 dias.
  2. B) iniciar tratamento com claritromicina 7,5 mg/kg/dose de 12/12 horas por 10 dias.
  3. C) hospitalizar e tratar com ampicilina 50 mg/kg/dose de 6/6 horas.
  4. D) hospitalizar e tratar com penicilina cristalina 150.000 UI/kg/dia associado a gentamicina 7,5mg/kg/dia.
  5. E) iniciar salbutamol a cada 4 horas e corticoide oral (prednisolona 1mg/kg/dia).

Pérola Clínica

Pneumonia infantil grave (SatO2 <92%, desconforto respiratório) → Hospitalizar + Ampicilina IV.

Resumo-Chave

A criança apresenta sinais de pneumonia grave (idade < 2 meses, FR elevada, tiragem, gemência, SatO2 < 92%). Nesses casos, a conduta é a hospitalização e início de antibioticoterapia parenteral. A ampicilina é a droga de escolha para pneumonia bacteriana comunitária grave em crianças hospitalizadas.

Contexto Educacional

A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é fundamental para definir a conduta adequada e impactar positivamente o prognóstico. A avaliação clínica deve incluir a frequência respiratória, a presença de desconforto respiratório (tiragem, gemência, batimento de asa de nariz) e a oximetria de pulso. No caso apresentado, a criança de 18 meses exibe múltiplos sinais de gravidade: febre alta, taquipneia (FR 65 mpm, acima do normal para a idade), tiragem intercostal, gemência, dor abdominal (sinal comum em pneumonia de lobo inferior) e, crucialmente, hipoxemia (SatO2 92% em ar ambiente). Estes achados indicam a necessidade de hospitalização e tratamento parenteral. Para pneumonia bacteriana comunitária grave em crianças hospitalizadas, a ampicilina intravenosa é a droga de primeira escolha, cobrindo os patógenos mais comuns como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. A dose de 50 mg/kg/dose a cada 6 horas é a recomendada. O tratamento ambulatorial com amoxicilina ou claritromicina, ou a associação de penicilina cristalina com gentamicina, não seriam adequados para um quadro de pneumonia grave com hipoxemia. O salbutamol e corticoides orais são indicados para broncoespasmo, não sendo a conduta primária para pneumonia bacteriana.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de gravidade para pneumonia em crianças?

Critérios de gravidade incluem idade < 2 meses, frequência respiratória elevada para a idade, tiragem subcostal ou intercostal, gemência, cianose, SatO2 < 92% em ar ambiente, recusa alimentar, letargia e convulsões.

Qual a conduta para uma criança com pneumonia grave e hipoxemia?

A conduta é a hospitalização imediata, oxigenoterapia para manter SatO2 > 92%, e início de antibioticoterapia parenteral. A ampicilina é a escolha inicial para pneumonia bacteriana comunitária grave em crianças hospitalizadas.

Por que a ampicilina é a escolha para pneumonia grave em crianças?

A ampicilina é eficaz contra os principais patógenos da pneumonia bacteriana comunitária em crianças, como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, e pode ser administrada por via intravenosa, garantindo rápida ação sistêmica.

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