Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2018
Uma criança de 3 anos de idade tem história de febre. tosse, dispnéia e queda de estado geral, apresentando ao exame clínico: submacicez nos 2/3 superiores do pulmão D, estertores subcrepitantes finos na área correspondente a submacicez, com radiografia do tórax mostrando área de condensação no lobo superior do pulmão D, com as imagens de bolhas e discreto derrame pleural deste lado. A melhor hipótese seria:
Pneumonia com pneumatoceles e derrame pleural em criança grave → Alta suspeita de Pneumonia Estafilocócica.
A presença de condensação pulmonar com imagens de bolhas (pneumatoceles) e derrame pleural, especialmente em lobo superior, em uma criança com quadro grave de pneumonia, é altamente sugestiva de pneumonia por Staphylococcus aureus. Este patógeno é conhecido por causar necrose tecidual e formação de pneumatoceles e empiema.
A pneumonia em crianças é uma causa significativa de morbimortalidade global. Embora o Streptococcus pneumoniae seja o agente etiológico mais comum, outras bactérias, como o Staphylococcus aureus, podem causar quadros mais graves e com complicações específicas. A pneumonia estafilocócica é particularmente preocupante devido à sua capacidade de causar necrose tecidual e formação de pneumatoceles, que são cavidades preenchidas por ar, e derrame pleural, que pode evoluir para empiema. O diagnóstico da pneumonia estafilocócica deve ser suspeitado em crianças com quadro clínico grave, rápida deterioração, e achados radiológicos como condensações, pneumatoceles e derrame pleural. A radiografia de tórax é fundamental, mas a tomografia computadorizada pode ser necessária para melhor avaliação das complicações. A cultura de secreções respiratórias ou líquido pleural é essencial para a identificação do agente e teste de sensibilidade. O tratamento envolve antibioticoterapia empírica com cobertura para Staphylococcus aureus, que pode ser oxacilina ou cefalosporinas de primeira geração para cepas sensíveis, ou vancomicina/clindamicina para MRSA. O manejo das complicações, como o derrame pleural, pode exigir drenagem torácica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento, mas pode ser complicado devido à gravidade da doença.
A pneumonia estafilocócica frequentemente apresenta condensação pulmonar, formação de pneumatoceles (bolhas de ar), e pode evoluir com derrame pleural ou empiema, sendo comum o acometimento multilobar ou de lobo superior.
A diferenciação é feita pela gravidade do quadro, rápida progressão, e achados radiológicos como pneumatoceles e derrame pleural. A cultura de escarro ou líquido pleural pode confirmar o agente etiológico e sua sensibilidade.
A conduta inicial inclui internação hospitalar, suporte respiratório e antibioticoterapia empírica com cobertura para Staphylococcus aureus, como oxacilina ou vancomicina em áreas de alta prevalência de MRSA, aguardando resultados de culturas.
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