HMMKB - Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen - Itajaí (SC) — Prova 2019
Criança de 3 anos de idade, em consulta com pediatra, tem história de febre alta há 1 dia, queda do estado geral e tosse com expectoração amarelada. Ao exame físico: Peso e altura normal para a idade; perfusão de 2 segundos, FR: 19 rpm, sem sinais de dispneia. Rx de Tórax com opacidade heterogênea base direita. O hemograma mostra: Hb: 12; 320.000 plaquetas e 8.000 leucócitos (4% neutrófilos; 20% linfócitos; 5% eosinófilos). Tem história mórbida pregressa de amigdalites, otites e pneumonias de repetição (4 episódios). Somente com estas informações é CORRETO inferir que:
Criança com pneumonia + infecções de repetição → suspeita imunodeficiência → internação e ATB IV obrigatórios.
Uma criança de 3 anos com pneumonia e história de infecções respiratórias de repetição (amigdalites, otites, pneumonias) levanta a forte suspeita de uma imunodeficiência primária subjacente. Nesses casos, a pneumonia deve ser tratada com maior cautela, indicando internação hospitalar para antibioticoterapia endovenosa e investigação etiológica, devido ao risco de complicações e falha terapêutica ambulatorial.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente na faixa etária pediátrica. Embora muitos casos possam ser tratados ambulatorialmente, a presença de fatores de risco ou sinais de gravidade exige internação hospitalar para manejo adequado e prevenção de complicações. No caso apresentado, a criança de 3 anos, apesar de não ter sinais clássicos de dispneia grave no momento, possui uma história mórbida pregressa de amigdalites, otites e pneumonias de repetição (4 episódios). Este histórico é um forte indicativo de uma possível imunodeficiência primária ou outra condição subjacente que compromete a resposta imune, tornando a pneumonia atual um evento de maior gravidade e complexidade. Diante da suspeita de imunodeficiência e da pneumonia, a conduta mais segura e correta é a internação hospitalar para antibioticoterapia endovenosa, que garante maior biodisponibilidade e eficácia, e um acompanhamento clínico rigoroso. Além disso, a internação permite iniciar a investigação diagnóstica para a causa das infecções de repetição, visando um tratamento específico e profilaxia futura, que não seria possível em ambiente ambulatorial.
Sinais de alerta incluem idade < 2 meses, desconforto respiratório grave, hipoxemia, desidratação, falha da terapia oral, comorbidades significativas (cardiopatia, imunodeficiência) e história de infecções de repetição.
Infecções de repetição, especialmente pneumonias, otites e amigdalites, podem ser um indicativo de imunodeficiência primária ou outras condições crônicas que aumentam o risco de infecções graves e complicadas.
A conduta inicial deve ser a internação hospitalar para antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro, suporte clínico e investigação etiológica da imunodeficiência subjacente.
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