UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2018
Menor do sexo feminino, dois anos de idade, é trazida ao Posto de Saúde com temperatura de 39,2 graus e tosse persistente há 48 horas. Exame físico: 48 ipm, sem tiragem e com discretos estertores crepitantes localizados na base do hemitórax esquerdo; Sat O2: 96%. O diagnóstico mais provável e tratamento indicado para o caso são:
Criança com febre, tosse, taquipneia e estertores localizados sem sinais de gravidade → Pneumonia, tratar com Amoxicilina.
Em uma criança de 2 anos com febre, tosse, taquipneia (FR > 40 ipm) e estertores crepitantes localizados, o diagnóstico mais provável é pneumonia. A ausência de tiragem e saturação de oxigênio > 92% indica que não é um caso grave, permitindo o tratamento ambulatorial com Amoxicilina, que é o antibiótico de primeira escolha para pneumonia comunitária não grave em crianças.
A pneumonia é uma infecção respiratória aguda que afeta os pulmões, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações. Em crianças, a etiologia mais comum é viral, mas a pneumonia bacteriana, frequentemente causada por Streptococcus pneumoniae, é a que mais preocupa devido à sua gravidade potencial. A fisiopatologia envolve a inflamação dos alvéolos e bronquíolos terminais, resultando em comprometimento da troca gasosa. O diagnóstico clínico é fundamental, baseando-se em sinais como febre, tosse e, principalmente, taquipneia (FR > 40 ipm para crianças de 1 a 5 anos) e/ou tiragem subcostal. A ausculta pulmonar pode revelar estertores crepitantes localizados. A oximetria de pulso é essencial para avaliar a saturação de oxigênio e identificar hipoxemia, um sinal de gravidade. O tratamento da pneumonia em crianças depende da gravidade. Para casos não graves, sem sinais de alarme (como tiragem grave, SatO2 < 92%, recusa alimentar, letargia), o tratamento é ambulatorial com Amoxicilina oral, que é o antibiótico de primeira escolha. Em casos graves ou com falha terapêutica, pode ser necessária internação e uso de antibióticos parenterais, como Ceftriaxona. É importante diferenciar pneumonia de outras infecções respiratórias virais, onde antibióticos não seriam indicados.
O diagnóstico de pneumonia em crianças baseia-se na presença de febre, tosse e, principalmente, taquipneia (frequência respiratória elevada para a idade) e/ou tiragem subcostal. A ausculta pulmonar pode revelar estertores crepitantes ou diminuição do murmúrio vesicular, mas a taquipneia é o sinal mais sensível.
Para uma criança de 2 anos de idade, a frequência respiratória é considerada taquipneia se for igual ou superior a 40 incursões por minuto (ipm). Este é um dos critérios chave para a suspeita de pneumonia em crianças pequenas.
A Amoxicilina é o tratamento de escolha para pneumonia comunitária não grave em crianças, especialmente em casos ambulatoriais, pois cobre os principais agentes etiológicos bacterianos, como Streptococcus pneumoniae. É indicada quando não há sinais de gravidade, como tiragem importante, SatO2 < 92%, ou incapacidade de hidratação oral.
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