Pneumonia em Lactentes: Sinais de Gravidade e Conduta Hospitalar

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022

Enunciado

Menino, 2 anos de idade, apresenta febre, coriza e tosse há 3 dias. Hoje não aceitou a alimentação e está mais prostrado. Ao exame, está hidratado com FR = 40 mrm, FC = 120 bpm, com tiragem intercostal e à ausculta pulmonar há estertores subcrepitantes difusos. O fígado é palpável no rebordo costal direito. A radiografia de tórax tem infiltrado com padrão intersticial. A conduta indicada para o quadro apresentado é

Alternativas

  1. A) prescrição de azitromicina por 5 dias e retorno para reavaliação em 24 horas.
  2. B) prescrição de amoxicilina-clavulanato e retorno em 72 horas se houver persistência da febre.
  3. C) prescrição de claritromicina e observação no setor de urgência por 24horas
  4. D) internação hospitalar e administração de penicilina cristalina.
  5. E) internação hospitalar e administração de ceftriaxona e vancomicina.

Pérola Clínica

Lactente com desconforto respiratório (tiragem, FR↑), prostração, má aceitação e infiltrado intersticial → Internação e ATB (Penicilina cristalina).

Resumo-Chave

O lactente de 2 anos apresenta sinais de gravidade (tiragem intercostal, prostração, má aceitação, taquipneia) e achados pulmonares (estertores subcrepitantes difusos, infiltrado intersticial) compatíveis com pneumonia. A hepatomegalia pode indicar sobrecarga cardíaca ou resposta inflamatória sistêmica. A presença de sinais de gravidade em lactentes indica internação hospitalar e antibioticoterapia empírica, sendo a penicilina cristalina uma opção para pneumonia bacteriana comunitária.

Contexto Educacional

A pneumonia em lactentes é uma causa importante de morbimortalidade e requer avaliação cuidadosa. O caso descreve um menino de 2 anos com febre, sintomas respiratórios e, crucialmente, sinais de gravidade como tiragem intercostal, prostração e má aceitação alimentar, além de taquipneia e taquicardia. A ausculta com estertores subcrepitantes difusos e a radiografia com infiltrado intersticial são achados compatíveis com pneumonia. A hepatomegalia, embora inespecífica, pode ser um sinal de sobrecarga ou resposta inflamatória sistêmica em um quadro grave. A presença de sinais de gravidade é um critério mandatório para internação hospitalar em crianças com pneumonia, especialmente em lactentes. Nesses casos, a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada prontamente. A penicilina cristalina intravenosa é uma escolha adequada para pneumonia bacteriana comunitária em crianças, cobrindo o principal agente etiológico, o Streptococcus pneumoniae. A azitromicina ou claritromicina seriam consideradas se houvesse forte suspeita de germes atípicos, mas não como primeira linha para um quadro grave com indicação de internação. Para residentes, é fundamental reconhecer rapidamente os sinais de alarme que indicam a necessidade de internação e iniciar o tratamento adequado sem demora. A avaliação da gravidade e a escolha do antibiótico correto são passos essenciais para um bom prognóstico e para evitar complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade na pneumonia em lactentes?

Sinais de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal ou intercostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, prostração, má aceitação alimentar, saturação de oxigênio baixa e alterações do nível de consciência.

Quando um lactente com pneumonia deve ser internado?

A internação é indicada para lactentes com sinais de gravidade, idade inferior a 2 meses, comorbidades (ex: cardiopatia, imunodeficiência), falha terapêutica ambulatorial, ou suspeita de complicações como derrame pleural ou sepse.

Qual a antibioticoterapia inicial para pneumonia grave em lactentes?

Para pneumonia bacteriana grave em lactentes, a penicilina cristalina intravenosa é uma opção de primeira linha, cobrindo os principais patógenos como Streptococcus pneumoniae. Em casos de suspeita de germes atípicos ou resistência, outras opções podem ser consideradas, mas sempre após avaliação clínica.

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