FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2018
Pré-escolar, 3a 6m, foi levado ao PSI pois há 4 dias, iniciou com coriza espessa, porém clara, e tosse produtiva. Há 2 dias, vem apresentando febre (Taxilar= 37,8-39,1◦C), acompanhado de inapetência e hipoatividade. Ao exame físico de admissão, a criança estava em REG, descorado+/4+, hidratado, afebril, levemente taquipnéico, sem dispneia, ativo e reativo.MV+ bilateralmente com estertores grossos difusos e finos a direita. Sem sinais de esforço respiratório FR=44 SatO2=94% aa. BRNF a 2T sem sopros FC=120. Abdome plano, flácido, indolor, sem visceromegalias. Sem sinais de irritação meníngea, vigil. A hipótese diagnóstica e conduta mais adequada para essa criança é:
Pré-escolar com taquipneia, estertores finos e SatO2 < 95% → suspeita de Pneumonia, mesmo sem esforço.
A presença de taquipneia (FR=44 para 3a 6m é elevada), estertores finos à direita e SatO2 de 94% em ar ambiente são sinais sugestivos de pneumonia em pré-escolar. Embora não haja sinais de esforço respiratório grave ou febre no momento do exame, a história de febre alta e a hipoatividade reforçam a suspeita. O RX de tórax é confirmatório e o tratamento oral pode ser considerado se não houver critérios de gravidade para internação.
A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico na pediatria. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações. Em pré-escolares, a apresentação clínica pode ser variada, e a avaliação cuidadosa dos sinais vitais e do exame físico é fundamental para diferenciar de outras infecções respiratórias virais mais benignas. A fisiopatologia da pneumonia envolve a inflamação do parênquima pulmonar, geralmente por agentes bacterianos ou virais. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na presença de tosse, febre e, principalmente, taquipneia, que é o sinal mais sensível em crianças. Achados como estertores finos (crepitantes) à ausculta e hipoxemia (SatO2 < 95%) reforçam a suspeita. A radiografia de tórax é um exame complementar importante para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão do acometimento e descartar outras condições ou complicações, embora não seja mandatória em todos os casos de pneumonia leve. A conduta terapêutica depende da gravidade. Crianças com pneumonia sem sinais de gravidade (sem desconforto respiratório importante, boa aceitação oral, sem comorbidades, SatO2 > 90-92%) podem ser tratadas ambulatorialmente com antibioticoterapia oral (ex: amoxicilina). Critérios de internação incluem sinais de gravidade como desconforto respiratório moderado a grave, hipoxemia significativa, incapacidade de ingerir líquidos, desidratação, falha terapêutica ambulatorial ou comorbidades. O acompanhamento é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e identificar precocemente qualquer deterioração do quadro clínico.
Os principais critérios incluem taquipneia (aumento da frequência respiratória para a idade), tosse, febre, e achados auscultatórios como estertores finos ou crepitantes. Saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente também é um forte indicativo.
O RX de tórax é indicado para confirmar o diagnóstico de pneumonia, especialmente quando há sinais clínicos sugestivos como taquipneia, estertores finos, ou hipoxemia, e para avaliar a extensão da doença ou descartar complicações.
O tratamento ambulatorial é possível para crianças com pneumonia sem sinais de gravidade, como ausência de desconforto respiratório grave, boa aceitação oral, ausência de comorbidades significativas, e saturação de oxigênio >90-92%. A antibioticoterapia oral é a escolha nesses casos.
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