UNOCHAPECÓ - Universidade Comunitária da Região de Chapecó (SC) — Prova 2015
Menina, 5 anos, previamente hígida. Mãe refere tosse, febre, dor torácica e cansaço há 3 dias. Exame físico: apática; FR= 36 irpm; FC= 142 bpm; Tax= 39ºC; oximetria de pulso= 92% (ar ambiente); retração subcostal. Pulmões: murmúrio vesicular diminuído à direita. Radiograma de tórax: opacidade homogênea em lobo inferior direito, com obliteração do seio costofrênico ipsilateral. A conduta mais adequada e o agente etiológico são, respectivamente:
Pneumonia grave <5 anos + derrame pleural → Internação, toracocentese, Penicilina cristalina (S. pneumoniae).
A presença de derrame pleural em uma criança com pneumonia, especialmente com sinais de gravidade como hipoxemia e desconforto respiratório, indica a necessidade de internação e investigação. O agente mais comum é o Streptococcus pneumoniae, e a toracocentese é essencial para diagnóstico e manejo.
A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, sendo o diagnóstico precoce e o manejo adequado fundamentais. Em casos de pneumonia grave, especialmente na presença de complicações como o derrame pleural, a internação hospitalar é imperativa para monitorização e tratamento intensivo. O derrame pleural parapneumônico é uma complicação comum da pneumonia bacteriana, e sua presença, associada a sinais de gravidade como hipoxemia e desconforto respiratório, exige uma abordagem mais agressiva. A toracocentese diagnóstica é essencial para caracterizar o líquido pleural e guiar a conduta, que pode incluir drenagem torácica. O Streptococcus pneumoniae é o agente etiológico mais prevalente nesses casos. O tratamento empírico inicial para pneumonia bacteriana grave em crianças com derrame pleural geralmente envolve antibióticos de amplo espectro, como a penicilina cristalina ou ampicilina, cobrindo o S. pneumoniae. A escolha do antibiótico pode ser ajustada após os resultados da cultura do líquido pleural. A avaliação da resposta clínica e a monitorização da saturação de oxigênio são cruciais para o sucesso terapêutico.
Critérios incluem hipoxemia (SatO2 < 92%), desconforto respiratório grave (retração subcostal, gemência), incapacidade de se alimentar, letargia, desidratação e presença de complicações como derrame pleural.
A toracocentese é crucial para diferenciar um derrame parapneumônico simples de um complicado ou empiema, permitindo a análise do líquido pleural (pH, glicose, LDH, celularidade, cultura) e orientando a necessidade de drenagem.
O Streptococcus pneumoniae é o principal agente etiológico da pneumonia bacteriana comunitária em crianças e frequentemente associado a derrames parapneumônicos.
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