UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2017
Admitida menina, 4 anos de idade, com quadro de febre (até 40°) há 2 dias, associada à tosse e ao desconforto respiratório. Ao exame físico, apresentava-se em regular estado geral, prostrada, hipocorada, com saturação em ar ambiente de 92%, frequência respiratória de 46 irpm, frequência cardíaca de 120 bpm, ausculta respiratória com diminuição de murmúrio à direita e tiragem subcostal. Demais, sem particularidades. Realizados raios X de tórax e exames laboratoriais, que mostravam: raios X de tórax: opacificação arredondada em lobo inferior direito; hemoglobina 12,3 mg/dL, hematócrito 38,1%, leucócitos 19800 (segmentados 70%, bastões 16%, linfócitos 10%), plaquetas 312 mil; proteína C reativa 230; gasometria arterial: pH 7,36 / pO₂ 85 / pCO₂ 29 / bic 19 / satO₂ 93%. Em relação a esse caso, considere as afirmativas a seguir. I. A fisioterapia respiratória faz parte do tratamento da pneumonia comunitária. II. O padrão radiológico define a etiologia infecciosa da paciente. III. Mesmo que haja melhora clínica da paciente, deve-se ponderar a realização de novos raios X na alta. IV. O principal agente bacteriano a se considerar é o Streptococcus pneumoniae. Assinale a alternativa correta.
Pneumonia comunitária pediátrica: S. pneumoniae principal agente; RX de controle na alta não é rotina, mas ponderar em casos específicos.
Em pneumonia comunitária pediátrica, Streptococcus pneumoniae é o principal agente bacteriano. A fisioterapia respiratória não é rotina no tratamento, e o padrão radiológico não define a etiologia. Radiografias de controle na alta não são rotineiras, mas podem ser consideradas em casos de evolução atípica, complicações ou para excluir outras patologias.
A pneumonia comunitária em crianças é uma causa comum de morbidade e mortalidade, sendo crucial o diagnóstico e manejo adequados. O quadro clínico apresentado, com febre, tosse, desconforto respiratório, taquipneia e achados radiológicos de opacificação arredondada, é compatível com pneumonia. A elevação da proteína C reativa e leucocitose com desvio à esquerda sugerem etiologia bacteriana. Em relação às afirmativas: I. A fisioterapia respiratória não faz parte do tratamento rotineiro da pneumonia comunitária não complicada. II. O padrão radiológico (opacificação arredondada) sugere pneumonia, mas não define a etiologia infecciosa específica (viral vs. bacteriana). III. Mesmo com melhora clínica, a realização de novos raios X na alta deve ser ponderada em casos de evolução atípica, complicações ou para excluir outras patologias, não sendo uma rotina para todos os casos. IV. O Streptococcus pneumoniae é, de fato, o principal agente bacteriano a ser considerado na pneumonia comunitária em crianças. Portanto, as afirmativas III e IV estão corretas. A decisão de realizar um raio-X de controle deve ser individualizada, e a cobertura antibiótica empírica inicial deve sempre considerar o S. pneumoniae como principal patógeno. O conhecimento desses pontos é essencial para a prática clínica e para as provas de residência.
O Streptococcus pneumoniae é o principal agente bacteriano causador de pneumonia comunitária em crianças, especialmente em faixas etárias como a do caso (4 anos).
Não, a fisioterapia respiratória não é indicada de rotina para todos os casos de pneumonia comunitária. Sua indicação é restrita a situações específicas, como atelectasias persistentes ou doenças neuromusculares.
O raio-X de tórax de controle na alta não é rotineiro. É recomendado apenas em casos de evolução clínica desfavorável, complicações (como derrame pleural), suspeita de corpo estranho, ou para excluir outras patologias subjacentes.
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