HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2018
Criança de 3 anos com tosse e coriza há 5 dias, há 3 dias com febre ( 38,5 a 39,5C), dor abdominal, inapetência, porém aceitando bem líquidos. Sem diarréia ou vômitos. Ao exame: FR: 50 irpm; SatO2: 96%; acianótico,hidratado, anictérico, hipocorado (+/4+), hidratado. ACV sem anormalidades. AR: MV audível bilateralmente, crepitações em base D. Abd depressível, flácido, indolor, ausência de massas ou VMG. Sobre o diagnóstico acima:
Pneumonia em crianças > 2 meses → diagnóstico clínico (taquipneia, MV alterado) é suficiente, RX tórax não é rotina.
Em crianças maiores de 2 meses, o diagnóstico de pneumonia é predominantemente clínico, baseado na presença de taquipneia e sinais de desconforto respiratório, muitas vezes acompanhados de febre e tosse. A radiografia de tórax não é necessária para o diagnóstico de rotina em casos não graves, pois não altera a conduta inicial.
A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais. Em crianças maiores de 2 meses, o diagnóstico de pneumonia é primariamente clínico, baseado na presença de taquipneia (o sinal mais sensível e específico) e outros sintomas como tosse, febre e desconforto respiratório. O exame físico pode revelar crepitações ou diminuição do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax, embora possa confirmar o infiltrado pulmonar, não é recomendada de rotina para todos os casos de pneumonia em crianças, especialmente aqueles com apresentação clínica típica e sem sinais de gravidade. Sua indicação se restringe a situações como pneumonia grave, falha terapêutica, suspeita de complicações (derrame pleural, abscesso) ou em casos de dúvida diagnóstica. A decisão de não realizar o RX de tórax em casos leves a moderados visa evitar exposição desnecessária à radiação e otimizar recursos. O tratamento da pneumonia pediátrica é geralmente empírico, com antibióticos de amplo espectro, e pode ser feito ambulatorialmente ou com internação, dependendo da gravidade e da idade da criança. A fisioterapia respiratória não tem benefício comprovado na fase aguda da pneumonia não complicada. A hemocultura é reservada para casos graves ou com suspeita de sepse, não sendo rotina para todos os pacientes.
Os critérios clínicos para pneumonia em crianças incluem taquipneia (frequência respiratória elevada para a idade), tosse, febre e, ao exame físico, podem ser encontrados crepitações, sibilos ou diminuição do murmúrio vesicular. A taquipneia é o sinal mais sensível.
A radiografia de tórax é indicada em casos de pneumonia grave, quando há dúvida diagnóstica, falha terapêutica, suspeita de complicações (derrame pleural, abscesso) ou em crianças menores de 2 meses. Não é rotina para casos leves a moderados.
A dor abdominal pode ser um sintoma associado à pneumonia em crianças, especialmente nas pneumonias de lobo inferior, devido à irritação diafragmática. Não indica necessariamente uma complicação abdominal, mas deve ser avaliada no contexto clínico geral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo