Pneumonia Grave em Lactentes: Sinais e Conduta Urgente

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2019

Enunciado

Enrico, 11 meses e 4 dias, vem apresentando quadro de febre diária (39 °C) há cerca de 1 semana, bem como tosse, inicialmente seca e agora produtiva. Sua genitora refere ainda inapetência, recusa de líquidos e sonolência excessiva. Ao exame físico, sua frequência respiratória é de 55 ipm, com a presença de estertores finos em hemitórax direito à ausculta pulmonar, tiragem subcostal importante e batimento de asa do nariz. De acordo com as características descritas, qual a hipótese diagnóstica mais provável e qual a melhor conduta terapêutica para Enrico?

Alternativas

  1. A) Pneumonia comunitária, devendo ser realizado tratamento ambulatorial, com cobertura para o Streptococcus pneumoniae.
  2. B) Pneumonia comunitária grave, devendo ser realizado internamento hospitalar, monitorização e antibioticoterapia endovenosa, para cobertura da Chlamydia trachomatis.
  3. C) Pneumonia comunitária muito grave, devendo ser realizado internamento hospitalar, monitorização e antibioticoterapia endovenosa para cobertura da Listeria monocytogenes.
  4. D) Pneumonia comunitária grave, devendo ser realizado internamento hospitalar, monitorização e antibioticoterapia endovenosa, para cobertura do Streptococcus pneumoniae.
  5. E) Pneumonia comunitária muito grave, devendo ser realizado internamento hospitalar, monitorização e antibioticoterapia endovenosa, para cobertura do Streptococcus pneumoniae.

Pérola Clínica

Lactente com FR > 50, tiragem, batimento asa nariz, sonolência → Pneumonia muito grave = Internar + ATB IV (Streptococcus pneumoniae).

Resumo-Chave

O quadro de Enrico, um lactente, apresenta múltiplos sinais de gravidade para pneumonia: taquipneia (FR 55 ipm para <1 ano), tiragem subcostal, batimento de asa do nariz e sonolência/recusa alimentar. Isso classifica a pneumonia como 'muito grave', indicando internação e antibioticoterapia endovenosa, com cobertura empírica para Streptococcus pneumoniae como principal agente.

Contexto Educacional

A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em lactentes. A identificação precoce dos sinais de gravidade é crucial para um desfecho favorável. Em lactentes, a frequência respiratória elevada, o desconforto respiratório (tiragem, batimento de asa do nariz) e sinais sistêmicos como sonolência e inapetência indicam um quadro grave ou muito grave. A classificação da gravidade da pneumonia em crianças é fundamental para definir a conduta. Casos graves ou muito graves exigem internação hospitalar, monitorização contínua e antibioticoterapia endovenosa. O Streptococcus pneumoniae é o patógeno bacteriano mais comum em todas as faixas etárias pediátricas, sendo a ampicilina ou penicilina cristalina as escolhas empíricas iniciais para cobertura em ambiente hospitalar. Para residentes, é vital dominar a avaliação clínica da criança com suspeita de pneumonia, incluindo a contagem da frequência respiratória e a busca ativa por sinais de desconforto respiratório. A decisão de internar e iniciar terapia endovenosa deve ser rápida diante de qualquer sinal de gravidade, visando prevenir complicações e reduzir a mortalidade infantil.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de gravidade da pneumonia em lactentes?

Os principais sinais incluem taquipneia (FR > 50 ipm para <1 ano), tiragem subcostal, batimento de asa do nariz, gemência, cianose, sonolência excessiva, recusa alimentar e convulsões.

Quando um lactente com pneumonia deve ser internado?

A internação é indicada para lactentes com pneumonia que apresentam qualquer sinal de gravidade, como taquipneia acentuada, desconforto respiratório, hipoxemia, sonolência, recusa alimentar, desidratação ou falha terapêutica ambulatorial.

Qual o principal agente etiológico da pneumonia grave em lactentes e qual a cobertura antibiótica inicial?

O Streptococcus pneumoniae é o principal agente. A cobertura antibiótica inicial para pneumonia grave em lactentes internados geralmente inclui ampicilina ou penicilina cristalina endovenosa.

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