UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Escolar com diagnóstico de pneumonia comunitária já em quarto dia do uso de amoxicilina retorna ao Pronto Atendimento com manutenção do quadro febril. Após exame físico minucioso opta-se por tratamento domiciliar para micro-organismo resistente. Levando em consideração o quadro acima, qual a etiologia mais frequente em pneumonia comunitária nessa faixa etária, o tipo de mecanismo de resistência de tal germe e qual sua conduta frente ao caso?
Pneumonia escolar com falha amoxicilina → suspeitar Haemophilus influenzae produtor de betalactamase → associar clavulanato.
Em crianças em idade escolar com pneumonia comunitária que não respondem à amoxicilina, *Haemophilus influenzae* resistente por produção de betalactamase é uma etiologia comum. A conduta é associar um inibidor de betalactamase, como o clavulanato, à amoxicilina.
A pneumonia comunitária (PC) em crianças é uma das principais causas de morbimortalidade pediátrica globalmente. Em escolares, os principais agentes etiológicos são *Streptococcus pneumoniae* e *Haemophilus influenzae*. A amoxicilina é o antibiótico de primeira linha para PC não grave. No entanto, a falha terapêutica, definida pela persistência da febre e piora clínica após 48-72 horas de tratamento, exige reavaliação e modificação da conduta. Quando há falha à amoxicilina, deve-se considerar a resistência bacteriana. Para *Haemophilus influenzae*, o mecanismo mais comum de resistência é a produção de betalactamase, uma enzima que inativa a amoxicilina. Nesses casos, a solução é utilizar um antibiótico que contenha um inibidor de betalactamase, como a amoxicilina-clavulanato, que protege a amoxicilina da degradação. É importante diferenciar isso da resistência do *Streptococcus pneumoniae*, que geralmente ocorre por modificações nas proteínas ligadoras de penicilina (PBPs), e pode ser superada com doses mais altas de amoxicilina ou cefalosporinas de segunda/terceira geração. A conduta frente à falha terapêutica em PC em escolares, portanto, envolve a suspeita de *Haemophilus influenzae* resistente por betalactamase e a introdução de amoxicilina-clavulanato. O tratamento domiciliar é possível se a criança estiver clinicamente estável, sem sinais de gravidade que indiquem internação. A educação continuada sobre os padrões de resistência locais é crucial para a prática clínica e a escolha empírica de antibióticos.
Em escolares, *Haemophilus influenzae* é uma etiologia comum de pneumonia comunitária que pode falhar ao tratamento com amoxicilina, especialmente se a cepa for produtora de betalactamase.
O mecanismo mais comum de resistência do *Haemophilus influenzae* à amoxicilina é a produção de betalactamase. A conduta frente a essa resistência é associar um inibidor de betalactamase, como o clavulanato ou sulbactam, à amoxicilina.
A resistência do *Streptococcus pneumoniae* à amoxicilina geralmente ocorre por alteração das proteínas ligadoras de penicilina (PBPs), não por produção de betalactamase. Nesses casos, o aumento da dose de amoxicilina pode ser eficaz, diferentemente do *Haemophilus influenzae*.
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