UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2016
Menina de 3 anos e meio com quadro de coriza e tosse há 6 dias. Mãe procurou o PA por 2 vezes onde foi orientado o uso de soro fisiológico nas narinas e xarope de acetilcisteína. Nas últimas 24 horas, evoluiu com prostração, hiporexia, febre (38,7°C -39,5°C) associados a dispneia. Ao exame físico: FC = 130 bpm; FR = 46 imp, Tax: 38°C; Saturação de O2 = 91% em ar ambiente. Tiragem intercostal e subcostal leves. Ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente bilateralmente com estertores finos em base esquerda. Quanto ao caso acima, assinale a alternativa correta:
Criança > 2 meses com pneumonia, hipoxemia (SatO2 < 92%) e sinais de gravidade → internar, oxigenioterapia e Penicilina Cristalina EV.
A criança apresenta sinais de gravidade (idade > 2 meses, SatO2 < 92%, tiragem, febre, prostração) que indicam internação hospitalar. A Penicilina Cristalina EV é a primeira escolha para pneumonia comunitária grave em crianças, cobrindo o principal agente, Streptococcus pneumoniae.
A pneumonia comunitária pediátrica (PCP) é uma infecção aguda do parênquima pulmonar adquirida fora do ambiente hospitalar, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico é clínico, baseado em febre, tosse, taquipneia e sinais de desconforto respiratório, como tiragem e gemência. A ausculta pulmonar pode revelar estertores finos ou crepitantes. A etiologia varia com a idade. Em crianças maiores de 2 meses, o Streptococcus pneumoniae é o agente bacteriano mais comum. A presença de sinais de gravidade, como hipoxemia (saturação de O2 < 92%), tiragem subcostal grave, prostração, recusa alimentar ou vômitos, indica a necessidade de internação hospitalar. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico e avaliar complicações, mas não deve atrasar o início do tratamento. O manejo da PCP grave em crianças inclui oxigenioterapia para manter a saturação adequada, hidratação e antibioticoterapia empírica. A Penicilina Cristalina intravenosa é a primeira escolha para cobrir o Streptococcus pneumoniae, na dose de 200.000 a 300.000 U/kg/dia, dividida em 4 a 6 doses. A Ceftriaxona é uma alternativa em casos de falha terapêutica ou suspeita de outros patógenos. O acompanhamento rigoroso da resposta ao tratamento é fundamental.
Critérios de internação incluem idade < 2 meses, hipoxemia (SatO2 < 92% em ar ambiente), desconforto respiratório grave (tiragem subcostal grave, gemência, cianose), recusa alimentar, desidratação, prostração, vômitos persistentes e falha terapêutica ambulatorial.
O agente etiológico bacteriano mais comum da pneumonia comunitária em crianças maiores de 2 meses é o Streptococcus pneumoniae. Outros agentes incluem Haemophilus influenzae não tipável e, em casos atípicos, Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae.
A Penicilina Cristalina é a primeira escolha para pneumonia comunitária grave em crianças porque é altamente eficaz contra o Streptococcus pneumoniae, o principal patógeno, possui baixo custo, boa penetração pulmonar e menor espectro, o que reduz a pressão seletiva para resistência.
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