SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2016
Mãe traz a filha de oito meses com queixa de tosse e febre há dois dias. Ela relata que hoje a criança começou a ficar "cansadinha". Ao exame, observa-se que a paciente está em bom estado geral, corada, hidratada, com FR = 55 irpm, dispneia com tiragem intercostal e ausculta respiratória com estertores subcreptantes em base. A criança está afebril, porém a mãe fez uso de antitérmico há uma hora, pois a criança "estava quente". A radiografia de tórax evidencia pneumonia em base de lobo direito. A mãe nega antecedente de internações hospitalares. A conduta inicial para esse caso é:
Lactente com pneumonia e desconforto respiratório → Hospitalizar e iniciar Penicilina Cristalina (cobertura pneumococo).
Lactentes com pneumonia e sinais de desconforto respiratório (FR elevada, tiragem) devem ser hospitalizados. A penicilina cristalina é a escolha empírica inicial para pneumonia comunitária grave em crianças, cobrindo o Streptococcus pneumoniae, o principal agente etiológico.
A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em lactentes. A avaliação da gravidade é crucial para determinar a conduta adequada. Sinais como taquipneia, tiragem intercostal, batimento de asa nasal e gemência são indicativos de desconforto respiratório e, em lactentes, justificam a hospitalização para monitorização e tratamento intravenoso. A idade inferior a um ano também é um fator de risco para maior gravidade. O agente etiológico mais comum da pneumonia bacteriana em crianças é o Streptococcus pneumoniae. Para casos de pneumonia comunitária grave em lactentes hospitalizados, a penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de primeira escolha, devido à sua excelente cobertura contra o pneumococo e perfil de segurança. A amoxicilina oral é reservada para casos leves a moderados que podem ser tratados ambulatorialmente. É fundamental que o residente saiba identificar rapidamente os sinais de gravidade para evitar atrasos no tratamento e prevenir complicações como derrame pleural, empiema ou sepse. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico e pode auxiliar na avaliação da extensão da doença, mas a decisão de hospitalização e o início da antibioticoterapia empírica são guiados principalmente pela avaliação clínica.
Sinais de hospitalização incluem idade inferior a 2 meses, desconforto respiratório (tiragem, batimento de asa nasal, gemência), taquipneia acentuada, cianose, saturação de oxigênio abaixo de 92%, recusa alimentar, letargia ou comorbidades significativas.
O principal agente é o Streptococcus pneumoniae. A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de escolha para pneumonia comunitária grave em lactentes hospitalizados, devido à sua eficácia contra pneumococos e baixo custo.
Outros antibióticos podem ser considerados em casos de falha terapêutica, suspeita de germes atípicos (macrolídeos), ou em pacientes com fatores de risco para Staphylococcus aureus resistente (vancomicina, clindamicina), mas a penicilina é a primeira linha para a maioria dos casos.
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