HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Paciente, 4 anos, sexo masculino, é levado ao pronto atendimento com queixa de febre (39 ºC), tosse produtiva, taquipneia há 5 dias, com piora progressiva nas últimas 12 horas. Durante o exame físico foi observado: frequência respiratória de 45 irpm, uso de musculatura acessória (tiragem subcostal e intercostal), saturação de oxigênio de 91% em ar ambiente e dor abdominal a palpação superficial e profunda difusa. Ausculta respiratória com roncos e creptos em base de hemitórax direito. Avaliando o quadro, é correto afirmar.
Pneumonia comunitária pediátrica com sinais de alarme (SatO2 < 92%, tiragem) → Internação e ATB IV (Penicilina cristalina).
A pneumonia comunitária em crianças exige avaliação cuidadosa para identificar sinais de alarme, como hipoxemia e desconforto respiratório. A presença desses sinais indica gravidade e a necessidade de internação hospitalar para tratamento com antibióticos intravenosos, como a penicilina cristalina.
A pneumonia comunitária (PC) é uma infecção respiratória aguda que afeta o parênquima pulmonar, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente menores de 5 anos. A etiologia varia com a idade, sendo viral mais comum em lactentes e bacteriana (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae) em pré-escolares e escolares. O reconhecimento precoce e a estratificação de risco são fundamentais. O diagnóstico é clínico, baseado em febre, tosse, taquipneia e sinais de desconforto respiratório. A ausculta pulmonar pode revelar creptos e roncos, embora a ausência não exclua o diagnóstico. Sinais de alarme, como SatO2 < 92%, tiragem importante, gemência e cianose, indicam gravidade e a necessidade de internação. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão, mas não deve atrasar o tratamento. O tratamento da PC em crianças com sinais de alarme requer internação hospitalar. A oxigenoterapia é crucial para hipoxemia. Antibióticos são iniciados empiricamente, sendo a penicilina cristalina ou ampicilina as escolhas de primeira linha para casos moderados a graves, cobrindo principalmente o S. pneumoniae. A hidratação e o suporte nutricional também são importantes. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como derrame pleural podem ocorrer.
Os principais sinais de alarme incluem taquipneia para a idade, tiragem subcostal ou intercostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, SatO2 < 92% em ar ambiente, recusa alimentar e letargia.
A internação é indicada para crianças com pneumonia que apresentam sinais de alarme, idade inferior a 2 meses, comorbidades significativas, falha terapêutica ambulatorial ou impossibilidade de acompanhamento domiciliar adequado.
O tratamento inicial para pneumonia grave em crianças internadas geralmente envolve oxigenoterapia, hidratação e antibióticos intravenosos, como a penicilina cristalina ou ampicilina, cobrindo os patógenos bacterianos mais comuns.
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