Pneumonia Infantil: Tratamento da Pneumonia por Micoplasma

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021

Enunciado

Em relação ao tratamento das pneumonias comunitárias na infância assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Feito diagnóstico etiológico de Pneumonia Pneumocócica, em caso de má resposta ao tratamento com amoxicilina (Pneumococo resistente a amoxicilina) constitui boa estratégia associar clavulanato de potássio.
  2. B) Feito diagnóstico etiológico de Pneumonia por Hemófilos influenzae B, em caso de má resposta ao tratamento com amoxicilina (Hemófilos influenzae B resistente a amoxicilina) constitui boa estratégia usar dose dobrada de amoxicilina.
  3. C) Feito diagnóstico etiológico de Pneumonia por Estafilococos o uso de Amoxicilina com clavulanato de potássio, com dose dobrada de amoxicilina constitui a primeira opção terapêutica.
  4. D) Feito diagnóstico etiológico de Pneumonia por Micoplasma o uso de macrolídeos constitui uma boa opção terapêutica.

Pérola Clínica

Pneumonia por Micoplasma → macrolídeos (azitromicina) são tratamento de escolha.

Resumo-Chave

As pneumonias atípicas, frequentemente causadas por Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae, são comuns em crianças maiores e adolescentes. Nesses casos, os macrolídeos (como azitromicina ou claritromicina) são a classe de antibióticos de primeira escolha devido à sua eficácia contra esses patógenos.

Contexto Educacional

A pneumonia comunitária na infância é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças globalmente. O tratamento empírico é a regra, baseado na idade do paciente e nos padrões epidemiológicos dos patógenos mais comuns. Enquanto Streptococcus pneumoniae é o principal agente bacteriano em todas as faixas etárias, os patógenos atípicos, como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae, ganham relevância em crianças maiores e adolescentes. A escolha do antibiótico deve considerar o espectro de ação e os mecanismos de resistência. Para Mycoplasma pneumoniae, que não possui parede celular, os antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina) são ineficazes. Nesses casos, os macrolídeos (azitromicina, claritromicina) são a terapia de primeira linha, atuando na inibição da síntese proteica bacteriana. É fundamental reconhecer as características clínicas que sugerem uma pneumonia atípica, como início insidioso, tosse persistente e achados radiológicos menos consolidados. A má resposta ao tratamento inicial com amoxicilina para pneumonias bacterianas típicas pode indicar resistência bacteriana ou um patógeno atípico. Para S. pneumoniae resistente à amoxicilina, o aumento da dose de amoxicilina ou o uso de cefalosporinas de terceira geração (como ceftriaxona) são opções. Para Haemophilus influenzae produtor de beta-lactamase, amoxicilina-clavulanato ou cefalosporinas de segunda/terceira geração são indicadas. O conhecimento dessas nuances é crucial para um tratamento eficaz e para evitar a progressão da doença e o desenvolvimento de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos da pneumonia comunitária em crianças?

Em lactentes e pré-escolares, os principais são vírus e Streptococcus pneumoniae. Em crianças maiores e adolescentes, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae são mais comuns, além do pneumococo.

Por que os macrolídeos são eficazes contra Mycoplasma pneumoniae?

Mycoplasma pneumoniae é uma bactéria atípica que não possui parede celular, tornando-a resistente aos antibióticos beta-lactâmicos. Os macrolídeos atuam inibindo a síntese proteica bacteriana, sendo eficazes contra esses patógenos.

Qual a conduta inicial para pneumonia comunitária em crianças sem identificação etiológica?

A conduta empírica depende da idade e gravidade. Em geral, amoxicilina é a primeira escolha para suspeita de pneumococo. Em crianças maiores com suspeita de atípicos, pode-se considerar macrolídeos ou a combinação.

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