EMESCAM - Escola de Ciências da Santa Casa de Vitória (ES) — Prova 2019
Pais levam seu filho de 3 anos de idade à unidade básica de saúde com temperatura de 39°C e tosse persistente há 48 horas. Ao exame físico: FR: 40irpm, ausência de tiragens e com discretos estertores crepitantes na base do hemitórax esquerdo; SO2: 95% em ar ambiente. A melhor conduta a ser indicada seria:
Pneumonia em criança >2m sem sinais de gravidade (FR <50, sem tiragens, SO2 >92%) → Amoxicilina VO ambulatorial, sem Rx tórax.
Em crianças com suspeita de pneumonia, a avaliação dos sinais de gravidade (taquipneia, tiragens, saturação de oxigênio) é fundamental para decidir entre tratamento ambulatorial e internação. Para casos leves, a amoxicilina oral é a primeira escolha, e a radiografia de tórax não é rotineiramente necessária para o diagnóstico em ambiente ambulatorial.
A pneumonia comunitária é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença de tosse, febre e taquipneia. A avaliação da frequência respiratória e a busca por tiragens são cruciais para identificar a gravidade e guiar a conduta, conforme as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para crianças com idade entre 2 meses e 5 anos, a taquipneia é definida por uma frequência respiratória ≥ 50 irpm. No entanto, a ausência de tiragens e uma saturação de oxigênio acima de 92% (ou 90% dependendo da diretriz) indicam um quadro de pneumonia não grave, passível de tratamento ambulatorial. A radiografia de tórax não é necessária para o diagnóstico de pneumonia não grave em crianças, sendo reservada para casos com sinais de alerta ou complicações. O tratamento ambulatorial da pneumonia não grave em crianças é feito com amoxicilina oral, que cobre eficazmente o Streptococcus pneumoniae, o patógeno mais comum. A internação hospitalar é indicada para casos graves, falha terapêutica, idade inferior a 2 meses, comorbidades ou condições sociais desfavoráveis. A educação dos pais sobre os sinais de alerta e o acompanhamento são essenciais para o sucesso do tratamento ambulatorial.
Crianças com pneumonia podem ser tratadas ambulatorialmente se não apresentarem sinais de gravidade, como taquipneia grave para a idade, tiragens subcostais ou intercostais, batimento de asa de nariz, cianose, gemência, saturação de oxigênio abaixo de 92% ou incapacidade de se alimentar/beber.
A radiografia de tórax é indicada em casos de pneumonia grave, suspeita de complicações (derrame pleural, abscesso), má resposta ao tratamento ambulatorial, suspeita de corpo estranho ou outras condições que mimetizam pneumonia, mas não é rotina para casos leves.
A amoxicilina oral é o antibiótico de primeira escolha para pneumonia comunitária leve em crianças devido à sua eficácia contra o Streptococcus pneumoniae, o principal agente etiológico, boa tolerabilidade e baixo custo.
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