Pneumonia Pós-Influenza: Diagnóstico e Agentes Etiológicos

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 10 anos, feminino, previamente hígida, apresenta tosse e coriza há 7 dias e febre há 5 dias, prostração e dor abdominal há 2 dias. Nega trauma ou qualquer lesão ou infecção prévia ao quadro atual. Ao exame físico está em regular estado geral, pálida, com FC: 120 bpm, FR: 31 ipm, discreta tiragem de fúrcula sem outros sinais de desconforto respiratório. Ausculta cardíaca sem alterações, ausculta pulmonar com crepitações, diminuição de murmúrio vesicular e da ausculta da voz em base esquerda. Abdome flácido, levemente doloroso à palpação profunda. Oximetria de 95% em ar ambiente. Solicitado teste rápido para influenza A positivo. Hemograma e proteína C reativa (abaixo) e hemocultura (em andamento) e Raio X de tórax em pé e decúbito lateral esquerdo (abaixo). Considerando o quadro descrito e questões epidemiológicas, assinale a alternativa que descreve o diagnóstico e agente(s) etiológico(s) mais provável.

Alternativas

  1. A) Pneumonia com derrame parapneumônico, infecção por influenza A e pneumonia bacteriana associada por Streptococcus pneumoniae.
  2. B) Pneumonia com derrame parapneumônico, infecção por influenza A e pneumonia bacteriana associada por Staphylococcus aureus.
  3. C) Síndrome respiratória aguda grave por influenza A com derrame parapneumônico extenso a esquerda.
  4. D) Pneumonia com abcesso pulmonar, infecção por influenza A, pneumonia bacteriana associada por Staphylococcus aureus.

Pérola Clínica

Influenza A + pneumonia com derrame parapneumônico em criança → suspeitar de superinfecção bacteriana por S. pneumoniae.

Resumo-Chave

Infecções virais como a influenza predispõem a superinfecções bacterianas, sendo o Streptococcus pneumoniae o agente mais comum. A presença de derrame pleural parapneumônico em um quadro de pneumonia viral sugere fortemente essa complicação.

Contexto Educacional

A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças. Infecções virais, como a influenza, são frequentemente o gatilho para quadros respiratórios, mas podem ser complicadas por superinfecções bacterianas, que exigem atenção diagnóstica e terapêutica. A superinfecção bacteriana pós-influenza deve ser suspeitada em pacientes com piora clínica, febre persistente ou desenvolvimento de complicações como derrame parapneumônico. O Streptococcus pneumoniae é o patógeno mais comum nesses casos, sendo crucial a identificação precoce para um tratamento eficaz. O manejo inclui suporte respiratório, hidratação e antibioticoterapia empírica que cubra os agentes bacterianos mais prováveis, como S. pneumoniae. A drenagem do derrame pode ser necessária em casos de empiema ou derrame volumoso.

Perguntas Frequentes

Quais sinais sugerem superinfecção bacteriana em pneumonia viral?

Piora clínica após melhora inicial, febre persistente ou recorrente, leucocitose com desvio à esquerda e sinais de complicação como derrame pleural.

Qual o agente bacteriano mais comum em superinfecção pós-influenza?

O Streptococcus pneumoniae é o agente bacteriano mais comum, seguido por Staphylococcus aureus e Haemophilus influenzae.

Como o derrame parapneumônico é diagnosticado e qual sua importância?

É diagnosticado por exame físico (macicez, murmúrio vesicular diminuído) e confirmado por radiografia de tórax ou ultrassonografia. Sua presença indica uma pneumonia mais grave e a necessidade de cobertura antibiótica adequada.

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