FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Paciente, 10 anos, da entrada no PSI com febre, tosse e astenia há 1 semana, referindo dor em hemitórax direito. Ao exame físico, a criança encontrava-se em REG, dispneico, decorado, febril com ausculta de murmúrio vesicular abolido em base pulmonar direita e submacicez à percussão. A hipótese diagnóstica mais provável é
Febre + tosse + dor torácica + MV abolido + submacicez em criança → Pneumonia bacteriana com derrame pleural.
A combinação de febre, tosse, dor torácica, dispneia, e achados de exame físico como murmúrio vesicular abolido e submacicez à percussão em uma criança de 10 anos é altamente sugestiva de um processo infeccioso pulmonar (pneumonia) complicado por derrame pleural, sendo a etiologia bacteriana a mais provável nesse contexto.
A pneumonia bacteriana é uma infecção respiratória comum e potencialmente grave em crianças, sendo uma das principais causas de morbimortalidade pediátrica globalmente. Quando não tratada adequadamente ou em casos de infecção mais virulenta, pode evoluir para complicações como o derrame pleural, que é o acúmulo de líquido no espaço entre as pleuras visceral e parietal. O diagnóstico de pneumonia bacteriana com derrame pleural em crianças baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. A história de febre, tosse, astenia e dor torácica, associada a achados no exame físico como dispneia, murmúrio vesicular abolido e submacicez à percussão, é altamente sugestiva. Esses sinais indicam a presença de líquido que impede a transmissão do som respiratório e aumenta a densidade à percussão. A radiografia de tórax é fundamental para confirmar o derrame e avaliar sua extensão. O manejo envolve antibioticoterapia empírica precoce, que deve cobrir os principais patógenos bacterianos (como Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus), e avaliação da necessidade de drenagem do derrame pleural. Derrame pleural significativo, com sinais de empiema ou que cause desconforto respiratório importante, geralmente requer toracocentese diagnóstica e/ou drenagem torácica. O reconhecimento rápido e a intervenção adequada são cruciais para um bom prognóstico.
Os achados clássicos incluem murmúrio vesicular abolido ou muito diminuído sobre a área afetada, macicez ou submacicez à percussão, diminuição da expansibilidade torácica e frêmito toracovocal diminuído ou ausente.
A etiologia mais comum é bacteriana, sendo o derrame pleural uma complicação da pneumonia bacteriana, frequentemente causada por Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus ou Haemophilus influenzae.
A conduta inicial inclui estabilização do paciente, oxigenoterapia se necessário, antibioticoterapia empírica de amplo espectro para cobrir patógenos bacterianos comuns e solicitação de radiografia de tórax para confirmar e quantificar o derrame.
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