Pneumonia Bacteriana em Lactentes: Escolha do Antibiótico

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Lactente, nove meses, apresenta cansaço, vômitos e febre há 3 dias. Exame físico: temperatura axilar: 39°C; bastante prostrado; desidratado; frequência respiratória: 60 irpm. Ausculta respiratória: murmúrio vesicular diminuído à direita, com creptação e roncos. A radiografia de tórax mostra imagem de condensação. O tratamento a ser prescrito é

Alternativas

  1. A) penicilina cristalina.
  2. B) ampicilina.
  3. C) gentamicina.
  4. D) ceftriaxone.
  5. E) meropenem.

Pérola Clínica

Pneumonia bacteriana grave em lactente → Penicilina cristalina (primeira escolha) ou Ampicilina.

Resumo-Chave

Em lactentes com suspeita de pneumonia bacteriana grave (prostração, desidratação, taquipneia, achados na ausculta e condensação na radiografia), a penicilina cristalina intravenosa é a droga de primeira escolha, especialmente em áreas com alta prevalência de Streptococcus pneumoniae sensível. A ampicilina é uma alternativa igualmente eficaz.

Contexto Educacional

A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente. Em lactentes, a apresentação clínica pode ser inespecífica, mas a presença de febre alta, taquipneia, prostração, desidratação e achados na ausculta pulmonar (murmúrio vesicular diminuído, creptantes, roncos) sugere um quadro grave. A radiografia de tórax, mostrando condensação, confirma a hipótese de pneumonia. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para um bom prognóstico. A fisiopatologia da pneumonia bacteriana em lactentes geralmente envolve a inalação de patógenos que colonizam o trato respiratório superior, levando à inflamação e consolidação do parênquima pulmonar. O principal agente etiológico da pneumonia bacteriana comunitária em crianças é o Streptococcus pneumoniae. Outros agentes incluem Haemophilus influenzae não tipável e, menos frequentemente, Staphylococcus aureus. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir esses patógenos. Para o tratamento de pneumonia bacteriana grave em lactentes, a penicilina cristalina intravenosa é a droga de primeira escolha no Brasil, devido à sua eficácia contra o Streptococcus pneumoniae e baixo custo. A ampicilina é uma alternativa igualmente eficaz. Em casos de falha terapêutica ou suspeita de outros patógenos, pode-se considerar cefalosporinas de terceira geração (como ceftriaxone). O manejo inclui também suporte respiratório, hidratação e antipiréticos. A internação hospitalar é indicada para casos graves, como o descrito na questão, para monitorização e administração de antibióticos parenterais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de gravidade para pneumonia em lactentes?

Critérios de gravidade incluem taquipneia acentuada, tiragem subcostal, batimento de asa de nariz, gemência, cianose, prostração, recusa alimentar, desidratação e saturação de oxigênio < 92%.

Qual o principal agente etiológico da pneumonia bacteriana em lactentes?

O principal agente etiológico da pneumonia bacteriana comunitária em lactentes é o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), seguido por Haemophilus influenzae não tipável e Staphylococcus aureus.

Quando considerar outros antibióticos além de penicilina ou ampicilina para pneumonia pediátrica?

Outros antibióticos (ex: cefalosporinas de terceira geração, macrolídeos) são considerados em casos de falha terapêutica, suspeita de patógenos atípicos (micoplasma, clamídia), suspeita de Staphylococcus aureus resistente ou em pacientes com comorbidades específicas.

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