USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2019
Menina, 13 meses de idade, previamente saudável, é levada ao pronto atendimento com história de febre e tosse há dois dias. Mãe refere boa aceitação alimentar e eliminações normais. Vacinações em dia. Ao exame clínico se apresenta em regular estado geral, alerta, com temperatura de 38,9°C, frequência cardíaca é de 142 bpm, a frequência respiratória é de 50 irpm e a saturação de oxigênio é de 95% no ar ambiente. Não apresenta estridor ou retratações torácicas, há presença de estertores crepitantes na base do pulmão direito. O restante do exame clinico é normal. Não apresenta antecedentes alérgicos. Qual das alternativas abaixo é o patógeno mais provável?
Lactente <2 anos com febre, taquipneia e crepitantes → Pneumonia bacteriana, S. pneumoniae é o mais comum.
Em crianças pequenas, a pneumonia bacteriana é frequentemente causada por Streptococcus pneumoniae, mesmo com vacinação em dia (devido a sorotipos não cobertos ou falha vacinal). A taquipneia é um sinal chave de gravidade e o exame físico pode revelar crepitantes localizados.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em lactentes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para um bom prognóstico. A etiologia varia com a idade, mas o Streptococcus pneumoniae permanece como o agente bacteriano mais comum em crianças pequenas, mesmo em países com alta cobertura vacinal, devido à existência de sorotipos não incluídos nas vacinas ou à falha vacinal. O diagnóstico da pneumonia em lactentes baseia-se na história clínica e no exame físico. Sinais como febre, tosse, taquipneia (aumento da frequência respiratória para a idade) e desconforto respiratório são indicativos. A ausculta pulmonar pode revelar estertores crepitantes, sibilos ou diminuição do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico e auxiliar na avaliação da extensão da doença, mas não deve atrasar o início do tratamento empírico. O tratamento da pneumonia bacteriana em lactentes geralmente envolve antibioticoterapia empírica, com amoxicilina sendo a primeira escolha na maioria dos casos ambulatoriais. A internação hospitalar é indicada para casos graves, lactentes jovens, ou aqueles com fatores de risco. A vacinação contra pneumococo é a principal medida preventiva, mas a vigilância epidemiológica e o conhecimento dos padrões de resistência são essenciais para guiar a conduta terapêutica.
Os principais sinais incluem taquipneia (frequência respiratória elevada para a idade), febre, tosse, e, ao exame físico, podem-se encontrar estertores crepitantes ou diminuição do murmúrio vesicular. O desconforto respiratório também é um achado importante.
O Streptococcus pneumoniae é a causa bacteriana mais comum de pneumonia em crianças, especialmente na faixa etária de lactentes, apesar da vacinação, devido à circulação de sorotipos não cobertos pela vacina ou falha vacinal.
A pneumonia bacteriana geralmente apresenta início mais agudo, febre alta, taquipneia mais pronunciada e achados localizados no exame pulmonar (crepitantes, macicez). A viral pode ter pródromos mais arrastados e achados mais difusos, além de sibilância.
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