SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2017
Menina de 4 anos, previamente hígida, foi internada com febre elevada e tosse há 72 horas. Apresenta taquipneia (52 irpm) e a radiografia de tórax mostrou derrame pleural de pequeno volume e condensação na base direita. Nesse caso, a alternativa abaixo que melhor representa o principal agente etiológico e respectivo tratamento para sua erradicação é:
Pneumonia bacteriana <5 anos com derrame → Pneumococo, tratar com Penicilina cristalina.
Em crianças previamente hígidas de 4 anos com pneumonia bacteriana e derrame pleural, o Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o agente etiológico mais comum. A penicilina cristalina continua sendo o antibiótico de escolha para o tratamento de pneumonias pneumocócicas, especialmente em regiões com baixa resistência.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção respiratória aguda comum em crianças, sendo uma das principais causas de morbimortalidade pediátatrica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais. Em crianças previamente hígidas, especialmente na faixa etária pré-escolar, a etiologia bacteriana é frequentemente dominada pelo Streptococcus pneumoniae. A fisiopatologia envolve a invasão bacteriana do parênquima pulmonar, levando à inflamação, consolidação e, por vezes, à formação de derrame pleural parapneumônico. A apresentação clínica típica inclui febre, tosse, taquipneia e, em casos mais graves, desconforto respiratório. A radiografia de tórax é fundamental para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da doença. O tratamento empírico inicial para pneumonia bacteriana em crianças deve cobrir o pneumococo. A penicilina cristalina é o antibiótico de primeira linha para pneumonias pneumocócicas sensíveis, demonstrando alta eficácia e segurança. Em casos de derrame pleural significativo ou complicado, pode ser necessária a drenagem. A escolha do antibiótico deve considerar a epidemiologia local e os padrões de resistência.
Febre alta, tosse produtiva, taquipneia, tiragens, dor torácica e, em alguns casos, prostração e gemência são indicativos de pneumonia bacteriana.
O pneumococo é o patógeno bacteriano mais comum em crianças pequenas devido à sua prevalência na nasofaringe e à capacidade de causar infecções invasivas, especialmente em crianças não vacinadas ou parcialmente vacinadas.
Outros agentes, como Staphylococcus aureus (especialmente em casos mais graves, com necrose ou empiema) ou Mycoplasma pneumoniae (em crianças mais velhas ou com quadros atípicos), devem ser considerados se não houver resposta à penicilina ou se houver características clínicas ou radiológicas sugestivas.
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