UNOCHAPECÓ - Universidade Comunitária da Região de Chapecó (SC) — Prova 2015
Menino de 7 anos de idade é atendido em unidade de saúde com história de tosse e cansaço há mais de 15 dias. O pai relata que o quadro teve início há cerca de três semanas, com coriza, tosse seca, febre, mialgia e dor de garganta, que evoluiu para tosse irritativa e leve dispneia. Fez uso de amoxicilina por sete dias sem sucesso. Nega contato com tuberculose. Exame físico: bom estado geral; eupneico; corado; acianótico; murmúrio vesicular presente e estertores esparsos em ambos os pulmões. Radiografia de tórax: infiltrado intersticial, confluente e peri-hilar. A classe de antibióticos apropriada para tratar este caso é:
Pneumonia atípica em criança com tosse persistente e infiltrado intersticial → Macrolídeos (Mycoplasma/Chlamydophila).
O quadro clínico de tosse persistente, dispneia leve, febre, mialgia e infiltrado intersticial na radiografia de tórax, sem resposta a amoxicilina, sugere pneumonia atípica, com Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae como agentes etiológicos mais prováveis. Macrolídeos são a classe de antibióticos de escolha para esses patógenos.
A pneumonia atípica em crianças é uma condição comum, frequentemente causada por Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae. O quadro clínico clássico inclui tosse persistente, que pode ser seca ou produtiva, febre baixa, mialgia, cefaleia e, por vezes, dispneia leve. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrado intersticial, peribrônquico ou reticulonodular, que pode ser mais difuso do que o consolidado lobar visto em pneumonias bacterianas típicas. O diagnóstico é primariamente clínico e radiológico, especialmente quando há falha terapêutica com antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina), que são ineficazes contra esses patógenos atípicos devido à ausência de parede celular ou estrutura diferente. A classe de antibióticos de escolha para o tratamento de pneumonias atípicas são os macrolídeos (ex: azitromicina, claritromicina), que atuam inibindo a síntese proteica bacteriana. Para residentes, é crucial reconhecer o padrão de pneumonia atípica para instituir o tratamento correto e evitar o uso desnecessário de antibióticos ineficazes. A suspeita deve surgir em casos de tosse prolongada, sintomas sistêmicos leves a moderados e infiltrados intersticiais na radiografia, especialmente após falha de tratamento com penicilinas ou cefalosporinas.
Os principais agentes são Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae. Vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e adenovírus também podem causar quadros semelhantes.
Macrolídeos (como azitromicina, claritromicina) são eficazes contra Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae, que são bactérias intracelulares sem parede celular, tornando-as resistentes aos beta-lactâmicos.
Clinicamente, tosse persistente e irritativa, febre baixa, mialgia e cefaleia. Radiologicamente, infiltrado intersticial ou reticulonodular, muitas vezes desproporcional à gravidade clínica.
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