Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2017
Viviane é uma menina de 11 anos, previamente sadia. A criança foi levada ao pronto atendimento com cefaleia, febre baixa, mal-estar, dor de garganta, tosse irritativa, e rouquidão, acompanhada de dor torácica. Relata contato com criança de quadro semelhante há duas semanas. Considerando o quadro clínico descrito, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta terapêutica MAIS adequadas.
Criança > 5 anos com tosse, febre baixa, cefaleia, rouquidão e dor torácica → suspeitar pneumonia atípica, tratar com macrolídeo.
O quadro clínico de Viviane, uma criança de 11 anos com sintomas arrastados como cefaleia, febre baixa, tosse irritativa, rouquidão e dor torácica, é altamente sugestivo de pneumonia atípica, comumente causada por Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae, que respondem bem a macrolídeos em regime ambulatorial.
A pneumonia atípica em pediatria é uma infecção respiratória comum, especialmente em crianças maiores e adolescentes. Diferentemente das pneumonias bacterianas típicas, ela é frequentemente causada por Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae, apresentando um quadro clínico mais insidioso e sintomas extrapulmonares. O reconhecimento precoce é fundamental para um tratamento eficaz. O quadro clínico clássico inclui febre baixa, tosse seca e persistente, cefaleia, mal-estar, dor de garganta, e por vezes, rouquidão e dor torácica. A ausculta pulmonar pode ser normal ou apresentar crepitações finas e sibilos. O diagnóstico é primariamente clínico-epidemiológico, com o histórico de contato sendo relevante. Radiografias de tórax podem mostrar infiltrados intersticiais ou broncopneumônicos, mas não são patognomônicas. O tratamento de escolha para pneumonia atípica é com macrolídeos (azitromicina, claritromicina), que são eficazes contra Mycoplasma e Chlamydophila. Na maioria dos casos, o tratamento pode ser realizado em regime ambulatorial. A melhora clínica geralmente ocorre em poucos dias, mas a tosse pode persistir por semanas. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa.
Os principais agentes etiológicos da pneumonia atípica em crianças, especialmente em idade escolar e adolescentes, são Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae.
A pneumonia atípica geralmente se manifesta com início insidioso, febre baixa, tosse seca e persistente, cefaleia, mialgia, dor de garganta e, por vezes, rouquidão e dor torácica, com achados pulmonares menos exuberantes que a pneumonia bacteriana típica.
A conduta terapêutica de primeira linha para pneumonia atípica em crianças é a prescrição de um macrolídeo, como azitromicina ou claritromicina, para uso domiciliar, devido à sensibilidade dos agentes etiológicos a essa classe de antibióticos.
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