UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, hígida, pré-púbere, asmática, é levada ao ambulatório de pediatria com queixa de tosse produtiva há 15 dias, precedida de sinais de resfriado. Não teve febre nem exacerbação aguda da asma neste período. Está em bom estado geral, mas não consegue dormir direito devido à tosse. Ausculta pulmonar: estertores nas bases e raros sibilos. Radiografia de tórax: opacidades alvéolointersticiais nos lobos inferiores, médio e língula. O agente etiológico mais provável e o tratamento a ser considerado para essa adolescente são respectivamente:
Tosse prolongada, RX com infiltrado alvéolointersticial em pré-púbere asmático → suspeitar de Mycoplasma pneumoniae, tratar com azitromicina.
O quadro clínico de tosse prolongada, ausência de febre alta, bom estado geral e radiografia de tórax com infiltrado alvéolointersticial em uma criança ou adolescente sugere pneumonia atípica. Mycoplasma pneumoniae é o agente mais comum nessa faixa etária, e o tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana.
A pneumonia é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, e a etiologia varia com a idade. Em crianças maiores e adolescentes, as pneumonias atípicas, causadas por agentes como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae, são bastante comuns. O Mycoplasma pneumoniae é um patógeno respiratório que causa infecções que variam de traqueobronquite a pneumonia, sendo responsável por uma parcela significativa das pneumonias adquiridas na comunidade em escolares e adolescentes. O quadro clínico da pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é caracterizado por um início insidioso, com sintomas que podem se arrastar por semanas, incluindo tosse persistente (muitas vezes seca no início e depois produtiva), febre baixa, cefaleia e mal-estar. A ausculta pulmonar pode ser inespecífica, com estertores e sibilos. A radiografia de tórax frequentemente revela infiltrados intersticiais ou alvéolointersticiais, que podem ser mais extensos do que o esperado pela gravidade clínica. A ausência de febre alta e o bom estado geral, apesar da tosse intensa, são pistas importantes. O tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os antibióticos macrolídeos, como a azitromicina, claritromicina ou eritromicina. Isso se deve ao fato de que o Mycoplasma pneumoniae não possui parede celular, tornando-o intrinsecamente resistente aos antibióticos beta-lactâmicos (penicilinas e cefalosporinas) que agem na síntese da parede celular. A azitromicina é frequentemente preferida devido à sua posologia conveniente (dose única diária) e bom perfil de segurança em pediatria.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae geralmente se apresenta com início insidioso, tosse persistente e produtiva, cefaleia, mal-estar e febre baixa, em contraste com as pneumonias bacterianas típicas. O estado geral da criança costuma ser bom, apesar da tosse intensa.
A azitromicina, um macrolídeo, é o tratamento de escolha porque o Mycoplasma pneumoniae não possui parede celular, tornando-o resistente a antibióticos beta-lactâmicos. Os macrolídeos atuam inibindo a síntese proteica bacteriana, sendo eficazes contra esses patógenos atípicos.
A pneumonia atípica, como a causada por Mycoplasma, tende a ter um curso mais prolongado e insidioso, com tosse proeminente e achados radiográficos de infiltrado intersticial ou alvéolointersticial. Pneumonias virais podem ter sintomas semelhantes, mas geralmente são autolimitadas e não respondem a antibióticos. A persistência dos sintomas e a resposta a macrolídeos ajudam na diferenciação.
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