INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Menino de 11 anos, previamente hígido, há 4 dias apresenta queixa de mal estar, cefaléia, tosse seca e cansaço, acompanhados de febre com temperatura axilar máxima de 38 °C. No primeiro dia do quadro, procurou atendimento médico. A radiografia de tórax revelou a presença de infiltrado difuso com acentuação para-hilar peribrônquico, sendo medicado com salbutamol spray oral e amoxicilina. O quadro clínico manteve-se inalterado após 72 horas de uso adequado da medicação; retornou ao mesmo serviço em bom estado geral, febril (temperatura axilar de 38 °C), frequência respiratória de 44 irpm; ausculta pulmonar com presença de sibilos ao final da expiração bilateralmente e estertores finos em bases pulmonares. Realizada radiografia de tórax de controle que mantém as mesmas alterações anteriores. O quadro apresentado pelo paciente é compatível com
Pneumonia atípica pediátrica = tosse seca, febre baixa, infiltrado difuso RX, falha ATB beta-lactâmico.
A pneumonia atípica, frequentemente causada por Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae, cursa com sintomas insidiosos, tosse seca e achados radiológicos de infiltrado difuso ou intersticial, sendo refratária a antibióticos beta-lactâmicos como a amoxicilina. A presença de sibilos e estertores finos, juntamente com a persistência do quadro, reforça a etiologia atípica.
A pneumonia atípica em pediatria é uma condição respiratória comum, especialmente em crianças em idade escolar e adolescentes. Caracteriza-se por um início insidioso, sintomas como tosse seca persistente, mal-estar, cefaleia e febre baixa, que podem ser subestimados inicialmente. A importância clínica reside na sua prevalência e na necessidade de um diagnóstico diferencial preciso para evitar tratamentos inadequados. A fisiopatologia envolve a infecção por agentes que não respondem aos antibióticos de parede celular, como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela apresentação arrastada, tosse seca e achados radiográficos de infiltrado intersticial ou difuso, muitas vezes com ausência de consolidação lobar típica. A falha terapêutica a beta-lactâmicos é um forte indicativo de etiologia atípica. O tratamento de escolha para pneumonia atípica bacteriana são os macrolídeos, como azitromicina, que atuam inibindo a síntese proteica bacteriana. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas o atraso no diagnóstico pode prolongar o curso da doença. É crucial para residentes reconhecerem o padrão clínico e radiológico da pneumonia atípica para instituir a terapia correta e evitar complicações.
Os principais agentes são Mycoplasma pneumoniae e Chlamydophila pneumoniae, além de vírus respiratórios como o Vírus Sincicial Respiratório e adenovírus, especialmente em crianças menores.
A radiografia de tórax geralmente mostra infiltrado intersticial difuso, peribrônquico ou reticulonodular, que pode ser desproporcional à gravidade clínica do paciente.
O tratamento de escolha para pneumonia atípica em pediatria são os macrolídeos, como azitromicina ou claritromicina, devido à sua eficácia contra os agentes bacterianos atípicos.
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