UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2015
Em relação às pneumonias afebris ou atípicas no lactente, correlacione os agentes com os respectivos achados (VER IMAGEM). A sequência CORRETA é:
Pneumonia atípica lactente: Chlamydia trachomatis → tosse estaccato + conjuntivite + eosinofilia.
As pneumonias afebris ou atípicas em lactentes são frequentemente causadas por agentes como Chlamydia trachomatis, que se manifesta com tosse estaccato, conjuntivite e eosinofilia, e vírus respiratórios. O diagnóstico diferencial é crucial para o tratamento adequado.
As pneumonias afebris ou atípicas em lactentes representam um desafio diagnóstico devido à apresentação clínica muitas vezes insidiosa e à variedade de agentes etiológicos. Diferentemente das pneumonias bacterianas típicas, que cursam com febre alta e consolidação pulmonar, as atípicas podem apresentar febre baixa ou ausente, tosse persistente e achados radiológicos de infiltrado intersticial. Entre os agentes mais comuns, a Chlamydia trachomatis é notável, especialmente em lactentes jovens (2-12 semanas de vida), transmitida verticalmente. A pneumonia por Chlamydia é caracterizada por tosse estaccato (tosse 'coqueluchoide'), conjuntivite (presente em cerca de metade dos casos) e, laboratorialmente, eosinofilia periférica. Outros agentes incluem o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Adenovírus, Parainfluenza e, em crianças maiores, Mycoplasma pneumoniae. O diagnóstico diferencial é crucial para guiar o tratamento. Enquanto as pneumonias virais são de suporte, a pneumonia por Chlamydia trachomatis requer tratamento com macrolídeos (como eritromicina ou azitromicina). A suspeita clínica baseada nos achados específicos e a consideração da epidemiologia são fundamentais para o manejo adequado e para evitar complicações como bronquiolite obliterante, especialmente em infecções por Adenovírus.
Os principais agentes incluem Chlamydia trachomatis, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Adenovírus, Parainfluenza e, em crianças maiores, Mycoplasma pneumoniae.
A pneumonia por Chlamydia trachomatis em lactentes é caracterizada por tosse estaccato (coqueluchoide), conjuntivite e eosinofilia periférica, geralmente com febre baixa ou ausente.
A diferenciação envolve a análise dos achados clínicos (ex: tosse estaccato e conjuntivite para Chlamydia), exames laboratoriais (eosinofilia) e radiológicos (infiltrado intersticial), além da epidemiologia.
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