UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2019
Lactente de três meses de idade, nascido a termo, parto normal, Apgar 8/9 no 1º e 5º minutos, P = 3,2 Kg, em aleitamento materno exclusivo é trazido a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com história de tosse persistente e taquipneia há três semanas. Ex. físico: temperatura axilar: 36,4 °C; peso: 5,8 Kg; estado geral preservado; frequência respiratória: 52 irpm, crepitações na base do hemitórax direito. Banco de dados: Raio x do tórax: opacidade na base do pulmão direito e infiltrado bilateral nas bases pulmonares; leucograma: normal para a idade. A opção terapêutica indicada para o tratamento dessa criança é:
Lactente afebril, tosse persistente, taquipneia, infiltrado bilateral, leucograma normal → Pneumonia atípica (Chlamydia/Mycoplasma). Tratar com Azitromicina.
O quadro de tosse persistente e taquipneia em lactente jovem, afebril, com bom estado geral, crepitações e infiltrado bilateral no RX, e leucograma normal, é altamente sugestivo de pneumonia por agentes atípicos. Em lactentes menores de 6 meses, *Chlamydia trachomatis* é a principal causa, e o tratamento de escolha são os macrolídeos, como a Azitromicina, devido à sua eficácia contra esses patógenos intracelulares.
A pneumonia em lactentes é uma causa comum de internação pediátrica, e a identificação do agente etiológico é crucial para o tratamento adequado. A pneumonia atípica, particularmente a causada por *Chlamydia trachomatis*, apresenta um quadro clínico distinto em lactentes jovens, geralmente com menos de 3 meses de idade. Caracteriza-se por tosse persistente, taquipneia, bom estado geral e ausência de febre, diferenciando-se das pneumonias bacterianas típicas que cursam com febre alta e leucocitose. O raio-X de tórax pode revelar infiltrados intersticiais ou bilaterais. O diagnóstico é predominantemente clínico, e o tratamento empírico com macrolídeos, como a Azitromicina, é fundamental, pois os agentes atípicos são resistentes aos antibióticos de parede celular. O reconhecimento precoce e a escolha correta do antibiótico são essenciais para evitar complicações e garantir a recuperação do lactente.
A pneumonia atípica em lactentes é frequentemente caracterizada por um início insidioso, tosse persistente (muitas vezes em 'staccato'), taquipneia, bom estado geral apesar do desconforto respiratório, ausência de febre ou febre baixa, e achados de infiltrados intersticiais ou bilaterais no raio-X de tórax com leucograma normal ou discreta eosinofilia.
Em lactentes com menos de 3 a 6 meses de idade, o principal agente etiológico de pneumonia atípica é a *Chlamydia trachomatis*. Outros agentes incluem *Mycoplasma pneumoniae* (mais comum em crianças maiores) e alguns vírus, embora o quadro clínico da Chlamydia seja bastante característico.
A Azitromicina, um macrolídeo, é o tratamento de escolha porque a *Chlamydia trachomatis* é uma bactéria intracelular obrigatória que não possui parede celular, tornando-a resistente aos antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina). Os macrolídeos atuam inibindo a síntese proteica bacteriana e têm boa penetração intracelular.
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