HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Criança de 10 anos apresentou febre, coriza hialina, cefaleia e dor de garganta. Três dias após, iniciou com tosse improdutiva e rouquidão leve. Após 1 semana, estava afebril e sem coriza, mas, com piora da tosse. No pronto-socorro, fez radiografia de tórax, em que foi observado padrão intersticial, especialmente peri-hilar e em lobos inferiores, sem condensações ou atelectasias. O mais provável agente etiológico desta infecção respiratória é:
Tosse arrastada, febre, sintomas gripais e padrão intersticial na RX de tórax em criança → suspeitar de pneumonia atípica, especialmente por Mycoplasma pneumoniae.
O quadro clínico de início insidioso com sintomas de via aérea superior, seguido por tosse persistente e piora, juntamente com um padrão intersticial na radiografia de tórax, é altamente sugestivo de pneumonia atípica. Mycoplasma pneumoniae é um agente etiológico comum de pneumonia atípica em crianças maiores e adolescentes, caracterizando-se por um curso mais arrastado e achados radiológicos intersticiais.
A pneumonia em crianças é uma causa comum de morbidade e mortalidade, e o reconhecimento do agente etiológico é crucial para o tratamento adequado. A pneumonia atípica, frequentemente causada por Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae ou vírus, difere da pneumonia bacteriana típica em seu curso clínico e achados radiológicos. O Mycoplasma pneumoniae é um patógeno respiratório comum em crianças maiores (acima de 5 anos) e adolescentes, com picos de incidência em escolares. O quadro clínico da pneumonia por Mycoplasma é caracteristicamente insidioso, começando com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, como febre baixa, coriza, dor de garganta e cefaleia. A tosse, inicialmente seca e improdutiva, torna-se persistente e pode durar semanas, mesmo após a resolução da febre. A rouquidão também pode estar presente. Na radiografia de tórax, o padrão intersticial é o achado mais comum, com infiltrados peri-hilares, peribrônquicos ou reticulonodulares, sem as consolidações lobares ou segmentares típicas das pneumonias bacterianas. O tratamento de escolha são os macrolídeos, devido à ausência de parede celular no Mycoplasma, o que o torna resistente a antibióticos beta-lactâmicos. O reconhecimento precoce e o tratamento correto são importantes para evitar complicações e reduzir a duração dos sintomas.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae geralmente apresenta um início insidioso, com sintomas de infecção de vias aéreas superiores (febre baixa, coriza, dor de garganta), seguidos por tosse seca e persistente, que pode piorar ao longo do tempo. Cefaleia e mialgia também são comuns.
Na pneumonia atípica, a radiografia de tórax tipicamente mostra um padrão intersticial, com infiltrados peribrônquicos, peri-hilares e/ou reticulonodulares, muitas vezes em lobos inferiores, sem consolidações lobares francas ou atelectasias, que são mais comuns em pneumonias bacterianas típicas.
O tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina), pois Mycoplasma não possui parede celular e, portanto, é resistente a antibióticos beta-lactâmicos.
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