Pneumonia Atípica em Adolescentes: Diagnóstico e Tratamento

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015

Enunciado

Adolescente com 11 anos de idade, com diagnóstico de asma, está apresentando a 10 dias tosse produtiva após quadro gripal, sem febre e sem piora da asma nesse período. A justificativa para atendimento de emergência é a tosse. Ao exame, apresenta AP: estertores nas bases e raros sibilos. raio X de tórax: Opacidades, alvéolos intersticiais no lobo inferior médio e lingula. O diagnóstico, agente etiológico e tratamentos indicados, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) pneumonia atípica, Clamydia trachomatis e clindamicina. 
  2. B) pneumonia atípica, Clamydia trachomatis e claritromicina.
  3. C) pneumonia atípica, Mycoplasma pneumoniae e azitromicina.
  4. D) pneumonia atípica, Mycoplasma pneumoniae e clorafenicol.
  5. E) resfriado comum, rinovirus e sintomáticos.

Pérola Clínica

Adolescente, tosse pós-gripal, RX alvéolo-intersticial → Pneumonia atípica por Mycoplasma pneumoniae, tratar com Azitromicina.

Resumo-Chave

A pneumonia atípica em adolescentes, frequentemente causada por Mycoplasma pneumoniae, manifesta-se com tosse persistente, sintomas constitucionais leves e achados radiológicos de infiltrados intersticiais ou alvéolo-intersticiais. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana que impede a ação de betalactâmicos.

Contexto Educacional

A pneumonia atípica, especialmente em crianças maiores e adolescentes, é um desafio diagnóstico e terapêutico. O Mycoplasma pneumoniae é um patógeno comum nessa faixa etária, responsável por quadros que se distinguem das pneumonias bacterianas típicas. A apresentação clínica, com tosse persistente após infecção viral e achados radiológicos de infiltrados intersticiais, é um forte indicativo. O conhecimento desses padrões é essencial para o residente. A ausência de parede celular no Mycoplasma pneumoniae torna-o resistente aos antibióticos betalactâmicos, que agem na síntese da parede celular. Por isso, a escolha recai sobre os macrolídeos (azitromicina, claritromicina), que atuam na síntese proteica bacteriana. A diferenciação entre pneumonia típica e atípica é crucial para instituir a terapia antimicrobiana correta e evitar falhas terapêuticas. É importante considerar a história clínica, como o quadro gripal prévio, e o exame físico, que pode revelar estertores e sibilos, mas sem a consolidação clássica. A radiografia de tórax, embora não patognomônica, auxilia na confirmação da pneumonia e na exclusão de outras condições. O manejo adequado garante a recuperação do paciente e previne complicações, sendo um tema recorrente em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da pneumonia atípica em adolescentes?

A pneumonia atípica em adolescentes geralmente apresenta início insidioso, tosse persistente (muitas vezes seca, mas pode ser produtiva), febre baixa, cefaleia, mialgia e mal-estar. Sintomas respiratórios podem ser menos proeminentes que os sistêmicos.

Qual o agente etiológico mais comum de pneumonia atípica em adolescentes e qual o tratamento?

O Mycoplasma pneumoniae é o agente etiológico mais comum de pneumonia atípica em adolescentes. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina, claritromicina ou eritromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana.

Como o raio X de tórax se apresenta na pneumonia atípica?

O raio X de tórax na pneumonia atípica tipicamente mostra infiltrados intersticiais ou alvéolo-intersticiais difusos, opacidades reticulares ou reticulonodulares, que podem ser desproporcionais à gravidade clínica do paciente.

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