HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2018
Adolescente de 16 anos queixa-se de tosse há 3 semanas, que se intensificou na última semana, quando houve aparecimento de secreção esbranquiçada, além de febre, cefaleia e mal-estar. A radiografia simples de tórax evidencia infiltrado intersticial e adenomegalia hiliar. O agente etiológico mais provável e o tratamento a ser proposto são:
Pneumonia atípica (Mycoplasma) → tosse arrastada, infiltrado intersticial, adenomegalia hiliar, tratar com macrolídeos (eritromicina).
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é uma causa comum de pneumonia atípica em adolescentes, caracterizada por sintomas insidiosos, tosse prolongada, e achados radiográficos de infiltrado intersticial, sendo os macrolídeos a primeira linha de tratamento.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é uma das principais causas de pneumonia atípica, especialmente em escolares, adolescentes e adultos jovens. É uma infecção respiratória comum, com apresentação clínica e radiológica que a diferencia das pneumonias bacterianas típicas, sendo um tema relevante para provas de residência e prática pediátrica. O quadro clínico é frequentemente insidioso, com tosse seca e persistente que pode durar semanas, acompanhada de febre baixa, cefaleia, mal-estar e mialgias. O exame físico pode ser brando, desproporcional à radiografia de tórax, que tipicamente revela infiltrado intersticial, podendo haver também adenomegalia hiliar ou derrame pleural discreto. O diagnóstico é primariamente clínico e epidemiológico. O tratamento de escolha são os macrolídeos (eritromicina, azitromicina, claritromicina), pois o Mycoplasma pneumoniae não possui parede celular e, portanto, é resistente aos antibióticos beta-lactâmicos. A duração do tratamento geralmente varia de 7 a 14 dias, dependendo do macrolídeo utilizado e da resposta clínica.
Clinicamente, a pneumonia por Mycoplasma pneumoniae apresenta tosse prolongada, febre baixa, cefaleia e mal-estar. Radiologicamente, é comum encontrar infiltrado intersticial e adenomegalia hiliar.
Os macrolídeos (como a eritromicina) são eficazes contra Mycoplasma pneumoniae porque atuam na síntese proteica bacteriana. Beta-lactâmicos são ineficazes, pois Mycoplasma não possui parede celular.
A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é mais prevalente em crianças maiores, adolescentes e adultos jovens, frequentemente causando surtos em comunidades fechadas.
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