FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Considere as afirmações a seguir. Quando abordamos quadros de pneumonia, devemos ter diversos fatores em consideração, como: I. Considerar inicialmente na comunidade a presença de bacilos gram negativos; II. Ao avaliarmos paciente com quadro clínico compatível e ausculta demonstrando estertoração, caso a radiografia torácica não demonstre condensação, aguardamos para iniciar tratamento; III. Somente a produção de Beta Lactamase gera resistência nesse quadro infeccioso; IV. A principal característica para considerar a bactéria como atípica seria a ausência de parede bacteriana. É CORRETO o que se afirma, APENAS, em:
Bactérias atípicas na pneumonia (ex: Mycoplasma) não possuem parede celular, sendo resistentes a beta-lactâmicos.
A classificação de bactérias como 'atípicas' na pneumonia se deve, em grande parte, à sua estrutura celular, especificamente à ausência de parede bacteriana (como Mycoplasma) ou a uma parede diferente, o que as torna naturalmente resistentes a antibióticos que agem na síntese da parede celular, como os beta-lactâmicos. O tratamento empírico da PAC deve cobrir tanto agentes típicos quanto atípicos.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma infecção pulmonar aguda que representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A etiologia da PAC é variada, sendo o Streptococcus pneumoniae o agente bacteriano mais comum. No entanto, é fundamental considerar também os agentes 'atípicos', como Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e Legionella pneumophila, que possuem características microbiológicas e clínicas distintas. A principal característica que define uma bactéria como 'atípica' em relação à pneumonia é a ausência de parede bacteriana (como no Mycoplasma) ou uma estrutura de parede celular que a torna intrinsecamente resistente a antibióticos que agem na síntese da parede, como os beta-lactâmicos. Além disso, a apresentação clínica pode ser mais insidiosa, com sintomas extrapulmonares e uma radiografia de tórax que nem sempre mostra condensação lobar clássica. O tratamento empírico da PAC deve ser guiado pela gravidade do quadro e pelos fatores de risco do paciente, cobrindo tanto agentes típicos quanto atípicos, especialmente em casos moderados a graves. É um erro comum atrasar o tratamento aguardando a radiografia de tórax, pois a clínica é soberana e o atraso pode piorar o prognóstico. A resistência bacteriana não se limita à produção de beta-lactamases; existem múltiplos mecanismos que os residentes devem conhecer para uma antibioticoterapia eficaz.
Os principais agentes são Streptococcus pneumoniae (típico), Mycoplasma pneumoniae, Chlamydophila pneumoniae e Legionella pneumophila (atípicos), e Haemophilus influenzae.
Bactérias atípicas como Mycoplasma pneumoniae não possuem parede celular, que é o alvo dos antibióticos beta-lactâmicos. Outras, como Legionella, têm mecanismos de resistência intrínsecos.
A suspeita de pneumonia atípica surge em quadros com sintomas extrapulmonares, tosse seca persistente, discordância entre a gravidade clínica e os achados radiológicos, ou falha terapêutica com beta-lactâmicos.
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