Pneumonia Atípica em Adolescentes: Diagnóstico e Tratamento

HEL - Hospital Evangélico de Londrina (PR) — Prova 2017

Enunciado

Adolescente higida, é levada ao ambulatório de pediatria com queixa de tosse produtiva há 17 dias e dispneia leve, precedida de sinais de resfriado. Não teve febre. Está em bom estado geral, mas apresenta dificuldade para dormir devido à tosse. Ausculta pulmonar: estertores nas bases e raros sibilos. Radiografia de tórax: opacidades alvéolo- intersticiais nos lobos inferiores, médio e língula. O agente etiológico mais provável e o tratamento a ser considerado para esta adolescente são respectivamente:

Alternativas

  1. A) Rinovírus - sintomáticos 
  2. B) Pneumococo - amoxacilina 
  3. C) Chlamydia trachomatis - claritromicina
  4. D) Mycoplasma pneumoniae - azitromicina
  5. E) Pneumococo - penicilina

Pérola Clínica

Adolescente com tosse produtiva, dispneia leve, infiltrado alvéolo-intersticial sem febre alta → Mycoplasma pneumoniae, tratar com azitromicina.

Resumo-Chave

A pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é comum em adolescentes e adultos jovens, apresentando-se com sintomas arrastados, tosse produtiva, dispneia leve e achados radiológicos de infiltrado alvéolo-intersticial, muitas vezes sem febre alta. O tratamento de escolha são os macrolídeos, como a azitromicina.

Contexto Educacional

A pneumonia em adolescentes é uma condição comum, e a etiologia pode variar significativamente em comparação com crianças menores ou adultos. As pneumonias atípicas, causadas por agentes como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae, são particularmente prevalentes nessa faixa etária e apresentam características clínicas e radiológicas distintas. Mycoplasma pneumoniae é um patógeno respiratório comum em adolescentes, causando a chamada "pneumonia atípica". Clinicamente, manifesta-se com tosse prolongada (muitas vezes produtiva), dispneia leve, e frequentemente ausência de febre alta, precedida por sintomas de resfriado. A ausculta pode revelar estertores e sibilos. A radiografia de tórax tipicamente mostra opacidades alvéolo-intersticiais, especialmente nos lobos inferiores. O tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os antibióticos macrolídeos, como a azitromicina ou claritromicina, pois esses agentes não possuem parede celular e, portanto, não respondem a betalactâmicos. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para a resolução dos sintomas e prevenção de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da pneumonia por Mycoplasma pneumoniae?

Geralmente se apresenta com início insidioso, tosse persistente (muitas vezes seca, mas pode ser produtiva), febre baixa ou ausente, cefaleia, mialgia e mal-estar, com melhora lenta dos sintomas.

Por que os betalactâmicos não são eficazes contra Mycoplasma pneumoniae?

Mycoplasma pneumoniae não possui parede celular, que é o alvo de ação dos antibióticos betalactâmicos (como penicilina e amoxicilina), tornando-os ineficazes para o tratamento desta infecção.

Quais são os achados radiológicos típicos da pneumonia por Mycoplasma?

A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados intersticiais ou alvéolo-intersticiais, frequentemente nas bases, com padrão reticulonodular ou broncopneumônico, que podem ser mais extensos do que o esperado pela clínica.

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