SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
O escore clinico de infecção pulmonar, CPIS, permite a seleção de pacientes de baixo risco que podem precisar apenas de tratamento de curto prazo com antibióticos, além de ajudar a guiar na identificação de pacientes de maior gravidade e com possibilidade de pneumonia associada ao ventilador mecânico. Sobre o tratamento empírico da pneumonia associada ao serviço de saúde, assinale a alternativa correta:
CPIS < 6 sugere baixo risco → considerar suspensão de ATB em 3 dias se estabilidade clínica.
O escore CPIS auxilia na triagem de pneumonia nosocomial; o tratamento empírico deve cobrir patógenos prevalentes como Pseudomonas, exceto se baixo risco.
A pneumonia nosocomial, incluindo a associada à ventilação mecânica (PAV), exige diagnóstico rápido e início de terapia empírica adequada. O escore CPIS é uma ferramenta útil para evitar o uso prolongado de antibióticos em pacientes de baixo risco, promovendo o stewardship de antimicrobianos. A escolha do esquema inicial baseia-se na flora local e nos fatores de risco individuais para germes multirresistentes (MDR), como Pseudomonas aeruginosa e MRSA. Na prática clínica, a monoterapia com beta-lactâmicos antipseudomônicos como Piperacilina/Tazobactam pode ser aceitável em cenários específicos, mas diretrizes internacionais frequentemente recomendam terapia combinada se o risco de MDR for elevado ou se a mortalidade local for alta. O ajuste de dose em pacientes com doença renal crônica é mandatório para drogas como Vancomicina e Aminoglicosídeos.
O Clinical Pulmonary Infection Score (CPIS) avalia seis parâmetros: temperatura, leucocitometria, secreção traqueal, oxigenação (relação PaO2/FiO2), radiografia de tórax e cultura do aspirado traqueal. Uma pontuação superior a 6 é altamente sugestiva de pneumonia, enquanto valores baixos ajudam a identificar pacientes que podem se beneficiar de ciclos curtos de antibióticos ou suspensão da terapia.
Diferente do Meropenem e Imipenem, o Ertapenem possui uma modificação estrutural que impede sua entrada através das porinas da Pseudomonas aeruginosa e do Acinetobacter spp. Por isso, ele não deve ser utilizado quando há suspeita de pneumonia nosocomial ou PAV onde esses patógenos são prevalentes.
Os principais fatores de risco incluem uso de antibióticos nos últimos 90 dias, internação hospitalar atual por 5 dias ou mais (PAV tardia), alta frequência de resistência na unidade de terapia intensiva local, presença de comorbidades imunossupressoras e necessidade de suporte ventilatório ou choque séptico no momento do diagnóstico.
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