HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 70 anos de idade, está internada na Unidade de Terapia Intensiva há 8 dias para tratamento de insuficiência respiratória, por uma pneumonia viral. No segundo dia de internação, houve necessidade de intubação orotraqueal e início de ventilação mecânica. Vinha em curva de melhora clínica nos últimos cinco dias com o tratamento de suporte para pneumonia viral, com desmame progressivo da ventilação mecânica, que estava em modo de pressão de suporte e sedação. Hoje, evoluiu com nova piora dos parâmetros ventilatórios, sendo necessário o aumento do aporte de oxigênio e retorno ao modo de ventilação controlada, febre (38,9°C) e início da drenagem de secreção purulenta na aspiração traqueal. A radiografia de tórax feita hoje pode ser vista na imagem a seguir: Qual é a conduta inicial que deve ser adotada neste momento?
Piora súbita em VM com febre e secreção purulenta → alta suspeita de PAV = iniciar ATB empírico imediato.
A piora clínica súbita de um paciente em ventilação mecânica, com febre e secreção purulenta, é altamente sugestiva de pneumonia associada à ventilação (PAV). A conduta inicial é a antibioticoterapia empírica, guiada pelos fatores de risco do paciente e pelo perfil microbiológico local, antes mesmo da confirmação laboratorial.
A Pneumonia Associada à Ventilação (PAV) é uma infecção comum e grave em pacientes intubados na UTI, com alta morbimortalidade. Sua incidência varia, mas é uma das principais causas de sepse e óbito em terapia intensiva, sendo crucial para a formação de residentes. O diagnóstico de PAV é clínico e radiológico, baseado na piora dos parâmetros ventilatórios, febre, secreção purulenta e novo infiltrado pulmonar. A suspeita deve ser alta em pacientes com ventilação mecânica prolongada, e a fisiopatologia envolve a microaspiração de secreções colonizadas. O tratamento da PAV é primariamente com antibioticoterapia empírica de amplo espectro, ajustada posteriormente conforme culturas. A escolha deve considerar os fatores de risco do paciente para germes multirresistentes e o perfil epidemiológico da UTI, visando cobrir Pseudomonas aeruginosa e MRSA.
Os principais sinais e sintomas de PAV incluem febre, leucocitose ou leucopenia, secreção traqueal purulenta, piora da oxigenação e infiltrado novo ou progressivo na radiografia de tórax.
A antibioticoterapia empírica é crucial para a PAV devido à alta morbimortalidade associada. Atrasar o tratamento para aguardar culturas pode piorar o prognóstico, sendo fundamental iniciar a cobertura baseada nos fatores de risco e epidemiologia local.
Fatores como tempo de internação, uso prévio de antibióticos, presença de choque séptico, colonização prévia e o perfil de resistência bacteriana da instituição devem guiar a escolha do antibiótico empírico.
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