SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma paciente de 78 anos de idade, com antecedentes de doença renal crônica dialítica, foi internada devido à hiponatremia secundária à polifarmácia, com sódio admissional 115. Na manhã do terceiro dia de internação, apresentou piora neurológica e necessitou de intubação orotraqueal e transferência para a UTI. Na manhã do quarto dia de internação, foram vistos picos febris. Infiltrado à direita no RX de tórax, secreção traqueal purulenta, leucocitose com desvio à esquerda, aumento de PCR e sódio 132. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o esquema terapêutico mais indicado e a classificação da patologia.
PAV em paciente grave com DRC dialítica → Meropenem + Vancomicina (cobertura ampla e MRSA).
Pacientes com doença renal crônica dialítica são imunocomprometidos e, ao desenvolverem pneumonia após intubação e ventilação mecânica, têm alto risco para patógenos multirresistentes. A escolha empírica deve ser de amplo espectro, cobrindo Pseudomonas e MRSA, como Meropenem e Vancomicina.
A Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV) é uma infecção pulmonar que ocorre em pacientes submetidos à ventilação mecânica por mais de 48 horas. É uma das infecções nosocomiais mais comuns e graves em unidades de terapia intensiva (UTI), associada a alta morbimortalidade e aumento do tempo de internação. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia da PAV envolve a microaspiração de secreções orofaríngeas ou gástricas contaminadas, formação de biofilme no tubo orotraqueal e colonização do trato respiratório inferior. O diagnóstico é clínico-radiológico, com infiltrado novo ou progressivo no raio-X de tórax, febre, leucocitose, secreção traqueal purulenta e piora da oxigenação. A suspeita deve ser alta em pacientes intubados com piora do quadro respiratório e sinais sistêmicos de infecção. O tratamento empírico da PAV deve ser de amplo espectro, considerando os fatores de risco do paciente para patógenos multirresistentes (MDR). Pacientes com doença renal crônica dialítica, internação prolongada ou uso prévio de antibióticos têm maior risco de infecção por Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Nesses casos, a combinação de um carbapenêmico (como meropenem) para cobertura de Pseudomonas e um glicopeptídeo (como vancomicina) para MRSA é a escolha inicial mais adequada.
Os critérios incluem novo ou progressivo infiltrado pulmonar no raio-X de tórax, febre, leucocitose ou leucopenia, secreção traqueal purulenta e piora da oxigenação, surgindo após 48 horas de ventilação mecânica.
Pneumonia nosocomial (ou hospitalar) é qualquer pneumonia adquirida no hospital após 48 horas de internação. A PAV é um subtipo de pneumonia nosocomial que ocorre especificamente em pacientes sob ventilação mecânica por mais de 48 horas.
Pacientes de alto risco, como os dialíticos, com internação prolongada ou uso prévio de antibióticos, têm maior probabilidade de infecção por patógenos multirresistentes como Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), exigindo cobertura específica.
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