HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Paciente masculino, 23 anos de idade, no terceiro dia de internação hospitalar para tratamento de fratura de ossos do antebraço, desenvolveu quadro de febre, tosse com secreção amarelada, leucocitose e alteração no padrão radiológico pulmonar. Qual a primeira opção terapêutica para esse paciente?
Pneumonia hospitalar de início precoce (até 4-5 dias) sem fatores de risco para MDR → cobertura para patógenos comuns, como Ceftriaxona.
O paciente apresenta um quadro de pneumonia associada à assistência à saúde (PAAH) de início precoce (3º dia de internação) e sem fatores de risco para patógenos multirresistentes. Nesses casos, a cobertura empírica inicial deve focar em patógenos comuns da comunidade e hospitalares sensíveis, sendo a ceftriaxona uma excelente opção.
A pneumonia associada à assistência à saúde (PAAH) é uma infecção pulmonar que se desenvolve em pacientes com exposição recente a ambientes de saúde, mas que não estão em ventilação mecânica. É crucial diferenciar PAAH de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e pneumonia associada à ventilação (PAV) para guiar o tratamento empírico. A apresentação clínica inclui febre, tosse produtiva, leucocitose e infiltrados radiológicos. A escolha do antibiótico empírico depende do tempo de internação e da presença de fatores de risco para patógenos multirresistentes (MDR). Em casos de PAAH de início precoce (geralmente até 4-5 dias de internação) e sem fatores de risco para MDR, a probabilidade de infecção por patógenos resistentes é baixa. Nesses cenários, a cobertura deve ser direcionada a patógenos comuns, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e enterobactérias sensíveis. A ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é uma excelente opção para o tratamento empírico inicial, pois oferece boa cobertura contra esses patógenos. Antibióticos de espectro mais amplo, como ceftazidima (com cobertura para Pseudomonas) ou carbapenêmicos (meropenem, ertapenem), são reservados para pacientes com fatores de risco para MDR ou PAAH de início tardio, a fim de evitar a pressão seletiva e o desenvolvimento de resistência bacteriana.
PAAH é definida como pneumonia que se desenvolve em pacientes que foram hospitalizados por pelo menos 2 dias nos últimos 90 dias, residem em casas de repouso, recebem terapia intravenosa domiciliar, diálise ou cuidados de feridas nos últimos 30 dias.
Patógenos MDR devem ser considerados em pneumonia hospitalar de início tardio (> 5 dias de internação) ou em pacientes com fatores de risco como uso prévio de antibióticos, internação em UTI, doença pulmonar estrutural ou imunossupressão.
Para PAAH de baixo risco (início precoce e sem fatores de risco para MDR), a cobertura inicial deve incluir antibióticos como ceftriaxona, ampicilina/sulbactam ou fluoroquinolonas respiratórias, visando patógenos como S. pneumoniae, H. influenzae e enterobactérias sensíveis.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo