INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um médico de família realiza uma visita domiciliar a um homem de 64 anos que está acamado e em tratamento para mal de Parkinson e hipertensão arterial. Durante a consulta, a filha do paciente relata que seu pai apresenta alterações de comportamento há 4 dias, estando mais prostrado e lentificado, com episódios de agitação noturna, sem outras queixas. Ao exame físico, notam-se estertores crepitantes em terço médio à direita, sem alteração percebida na ausculta cardíaca. Paciente sarcopênico e sem sinais de roda denteada. Apresenta, pressão arterial de 110 × 95 mmHg, frequência cardíaca de 96 batimentos por minuto, frequência respiratória de 13 incursões respiratórias por minuto, saturação de oxigêncio de 99% em ar ambiente e temperatura de 36,1 °C.O médico solicitou exames complementares, cujos resultados foram apresentados a ele três dias depois, no retorno da visita domiciliar. A consulta foi constatado que o idoso mantinha o mesmo quadro clínico pelo sétimo dia consecutivo. Apresentou os seguintes exames:Radiografia de tórax.A conduta terapêutica a ser adotada para o caso desse paciente é
Idoso acamado, Parkinson, alterações comportamento + estertores crepitantes → suspeitar pneumonia aspirativa.
Em idosos acamados com comorbidades como Parkinson, alterações de comportamento e sinais respiratórios sutis podem indicar pneumonia aspirativa. O tratamento ambulatorial com betalactâmico é possível se não houver sinais de gravidade.
A pneumonia aspirativa é uma infecção pulmonar comum em idosos, especialmente aqueles com comorbidades neurológicas como o Mal de Parkinson, que predispõem à disfagia e à aspiração de conteúdo orofaríngeo ou gástrico. Em pacientes acamados, a gravidade é maior, e a apresentação clínica pode ser atípica, dificultando o diagnóstico. Os sintomas em idosos podem ser sutis e inespecíficos, como alterações de comportamento (prostração, agitação, confusão), lentificação, quedas ou descompensação de doenças crônicas, sem a febre alta ou tosse produtiva clássica. O exame físico pode revelar estertores crepitantes. A radiografia de tórax é fundamental para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da pneumonia. A conduta terapêutica depende da avaliação da gravidade. Pacientes com baixo risco podem ser tratados ambulatorialmente com antibióticos de amplo espectro que cubram patógenos da cavidade oral (ex: betalactâmicos com inibidor de betalactamase ou clindamicina). É crucial orientar os familiares sobre sinais de alarme para reavaliação hospitalar e implementar medidas para prevenir novas aspirações, como ajustes na dieta e posição durante as refeições.
Fatores de risco incluem disfagia (comum em Parkinson), acamamento, uso de sedativos, refluxo gastroesofágico, AVC prévio e má higiene oral, que facilitam a aspiração de conteúdo orofaríngeo ou gástrico.
Idosos podem apresentar sintomas inespecíficos como alterações de comportamento (confusão, prostração, agitação), quedas, perda de apetite, lentificação e descompensação de doenças crônicas, sem febre ou tosse proeminente.
O tratamento domiciliar é possível para pacientes com pneumonia de baixo risco, sem sinais de gravidade (escala CURB-65 ou PORT/PSI baixos), com suporte familiar adequado e capacidade de aderir à medicação oral.
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